quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ordenações Episcopais em Roma (2026)

Na tarde do dia 02 de maio de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa do V Domingo da Páscoa (Ano A) na Basílica do Latrão, durante a qual conferiu a Ordenação Episcopal a quatro novos Bispo Auxiliares da Diocese de Roma: Stefano Sparapani, Alessandro Zenobbi, Andrea Carlevale e Marco Valenti, nomeados no dia 25 de fevereiro [1].

Os co-ordenantes foram os Cardeais Baldassare Reina, Vigário Geral da Diocese de Roma e Arcipreste da Basílica do Latrão, e Angelo De Donatis, Penitenciário-Mor (Vigário Geral de Roma de 2017 a 2024).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
(Note-se em primeiro plano a Cruz Lateranense)
Ritos iniciais

Homilia
Propósitos dos eleitos

Homilia do Papa: Ordenações Episcopais (2026)

Santa Missa com Ordenações Episcopais
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica do Latrão
Sábado, 02 de maio de 2026

Foi celebrada a Missa do V Domingo da Páscoa (Ano A).

Amados irmãos e irmãs,
Unindo-nos a Cristo, nos tornamos uma casa sólida e hospitaleira: esta é a alegria que experimentamos sobretudo no Tempo Pascal e, de modo especial, hoje, celebrando a Ordenação de quatro novos Bispos Auxiliares da Diocese de Roma.

Esta Igreja tem uma vocação singular para a universalidade e a caridade, graças ao seu vínculo peculiar com Cristo, ressuscitado e vivo, fundamento do edifício espiritual de pedras vivas que é o povo santo de Deus. Assim, aproximar-se de Cristo significa aproximar-nos uns dos outros e crescermos juntos na unidade: eis o Mistério que nos envolve e, a partir de dentro, transforma também a cidade. A serviço do seu dinamismo, trazido a Roma pelos Apóstolos Pedro e Paulo, os nossos irmãos Andrea, Stefano, Marco e Alessandro são ordenados Bispos. É uma festa de povo, pois eles provêm deste povo e do presbitério que, com amor, cuida dele.


A nossa Comunidade diocesana reúne-se hoje na invocação do Espírito Santo, que ungirá os novos Bispos, para que sejam plenamente consagrados ao serviço do Evangelho de Cristo. Ele é a pedra rejeitada que, escolhida por Deus, «tornou-se a pedra angular» (1Pd 2,4.7; cf. Sl 117,22).

Aos primeiros cristãos essa metáfora, tão familiar porque está presente em um salmo, devia parecer particularmente reveladora. O Messias Jesus foi rejeitado não só porque não era reconhecido como Filho de Deus, mas antes ainda porque tinha assumido a condição de criatura, considerada indigna de Deus. Fiel a esta senda de amor misericordioso, Ele ia à procura das ovelhas perdidas, sentava-se à mesa com elas, desarmava as mãos e os corações que queriam apedrejá-las. Desse modo, como diz o Evangelho proclamado nesta Liturgia, o Filho mostrou o rosto do Pai: é n’Ele que se cumprem as suas obras. « Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: “Mostra-nos o Pai”? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em mim?» (Jo 14,9-10).

terça-feira, 12 de maio de 2026

Eleito novo Patriarca da Igreja Ortodoxa da Geórgia

No dia 11 de maio de 2026 o Metropolita Shio Mujiri (შიო მუჯირი), Bispo de Senaki e Chkhorotsku, foi eleito novo Patriarca da Igreja Ortodoxa da Geórgia, sucedendo o Patriarca Ilia II, falecido no dia 17 de março.


Elizbar Mujiri (ელიზბარ მუჯირი) nasceu em 01 de fevereiro de 1969 em Tiblisi (Geórgia). Após formar-se em Música no Conservatório de Tbilisi em 1991, iniciou os estudos teológicos no Seminário de Batumi (Geórgia). Posteriormente prosseguiria os estudos na Academia Teológica de Moscou e na Universidade Teológica de São Tikhon em Moscou (Rússia), onde obteve o Doutorado em Teologia.

Professou os votos monásticos em 1993, assumindo o nome religioso de Shio (შიო). Recebeu a Ordenação Diaconal em 1995 e a Ordenação Presbiteral em 1996. Nos anos seguintes exerceu seu sacerdócio em algumas igrejas monásticas de Tiblisi. De 2001 a 2003, por sua vez, enquanto realizava os estudos em Moscou, atendeu a comunidade georgiana na Rússia.

No dia 18 de agosto de 2003 foi eleito primeiro Bispo da nova Eparquia de Senaki e Chkhorotsku (Geórgia), no oeste do país. Recebeu a Ordenação Episcopal no dia 07 de setembro do mesmo ano.


Em 30 de abril de 2009 também foi nomeado responsável pelos fiéis georgianos na Austrália e Nova Zelândia. No dia 02 de agosto de 2010, por sua vez, recebeu o título de Metropolita.

No dia 23 de novembro de 2017 o Patriarca Ilia II nomeou o Metropolita Shio como locum tenens, isto é, responsável pela administração interina da Igreja Ortodoxa da Geórgia após a sua morte. O Metropolita Shio assumiu esse ofício no dia 17 de março de 2026, com a morte do Patriarca Ilia II.

No dia 11 de maio de 2026, aos 57 anos, o Metropolita Shio foi eleito pelo Sínodo da Igreja Ortodoxa Georgiana como o novo Catholicos-Patriarca de toda a Geórgia e Arcebispo de Mtskheta e Tbilisi, assumindo o nome de Shio III (შიო III). Sua entronização na Catedral de Svetitskhoveli em Mtskheta terá lugar neste dia 12 de maio.


A Igreja Ortodoxa Georgiana, umas das Igrejas Ortodoxas Bizantinas, possui cerca de 3,5 milhões de fiéis. Sua origem remonta ao início do século IV, quando o Cristianismo foi acolhido na região através da pregação de Santa Nino. O primeiro Bispo de Mtskheta, João I, teria sido eleito em 326 ou 337.

A partir do século V a Igreja da Geórgia foi ganhando progressivamente mais autonomia. No ano de 1010 seu hierarca passa a receber o título de Catholicos-Patriarca de toda a Geórgia.

Entre 1811 e 1917, com a anexação da Geórgia pelo Império Russo, a Igreja do país foi subordinada ao Patriarcado de Moscou. Em 1917, por sua vez, a Igreja da Geórgia iniciou um processo para o reconhecimento da sua autocefalia.

Regina Coeli: IV Domingo da Páscoa - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Domingo, 26 de abril de 2026

Irmãos e irmãs, bom dia e bom domingo!
Enquanto continuamos o nosso caminho no Tempo Pascal, o Evangelho nos apresenta hoje as palavras de Jesus, que se compara a um pastor e, depois, à porta do redil (cf. Jo 10,1-10).

Jesus contrapõe o pastor ao mercenário. Na verdade, afirma: «Quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante» (v. 1). Mais adiante, diz de forma ainda mais clara: «O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância» (v. 10). A diferença é evidente: o pastor tem uma ligação especial com as suas ovelhas e, por isso, pode entrar pela porta do redil; se, pelo contrário, alguém precisa transpor a cerca, então é certamente um ladrão que quer roubar as ovelhas.

Jesus nos diz que está ligado a nós por uma relação de amizade: Ele nos conhece, nos chama pelo nome, nos guia e, como o pastor faz com as suas ovelhas, vem à nossa procura quando nos perdemos e trata das nossas feridas quando estamos doentes (cf. Ez 34,16). Jesus não vem, como um ladrão, roubar a nossa vida e a nossa liberdade, mas conduzir-nos pelos caminhos direitos. Não vem sequestrar ou enganar a nossa consciência, mas iluminá-la com a luz da sua sabedoria. Não vem corromper as nossas alegrias terrenas, mas abri-las a uma felicidade mais plena e duradoura. Quem confia n’Ele não tem nada a temer: Ele não vem atormentar a nossa vida, mas vem dá-la em abundância (v. 10).

Irmãos e irmãs, somos convidados a refletir e, sobretudo, a vigiar o redil do nosso coração e da nossa vida, porque quem entrar nele pode multiplicar a alegria ou, como um ladrão, pode roubá-la. Os “ladrões” podem ter muitos rostos: são aqueles que, apesar das aparências, sufocam a liberdade ou não respeitam a nossa dignidade; são convicções e preconceitos que nos impedem de ter um olhar sereno sobre os outros e sobre a vida; são ideias erradas que podem nos levar a escolhas negativas; são estilos de vida superficiais ou marcados pelo consumismo, que nos esvaziam interiormente e nos levam a viver sempre à margem de nós mesmos. E não esqueçamos também aqueles “ladrões” que, saqueando os recursos da terra, combatendo guerras sangrentas ou alimentando o mal nas suas diversas formas, não fazem mais do que roubar a todos a possibilidade de um futuro de paz e tranquilidade.

Podemos nos perguntar: Quem queremos que guie a nossa vida? Quais são os “ladrões” que tentaram entrar no nosso redil? Conseguiram ou fomos capazes de afastá-los?

Hoje, o Evangelho nos convida a confiar no Senhor: Ele não vem para nos roubar nada; pelo contrário, é o Bom Pastor, que multiplica a vida e a oferece em abundância. Que a Virgem Maria nos acompanhe sempre ao longo do caminho e interceda por nós e pelo mundo inteiro.

Bom Pastor (Grigory Gagarin)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Ordenações Presbiterais no Vaticano (2026)

Na manhã do dia 26 de abril de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa do IV Domingo da Páscoa (Ano A) na Basílica de São Pedro, durante a qual conferiu a Ordenação Presbiteral a 10 novos sacerdotes, sendo oito da Diocese de Roma.

Na mesma ocasião, com efeito, se celebrou o 63º Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Yala Banorani Djetaba. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Incensação da cruz e do altar
Ritos iniciais


Homilia do Papa: Ordenações Presbiterais (2026)

Santa Missa com Ordenações Presbiterais
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Domingo, 26 de abril de 2026

Foi celebrada a Missa do IV Domingo da Páscoa (Ano A).

Queridos irmãos e irmãs,
Com esta saudação dirijo-me em particular àqueles que agora foram apresentados e que receberão a Ordenação Presbiteral, aos seus familiares, aos presbíteros de Roma - muitos dos quais recordam a própria Ordenação neste IV Domingo da Páscoa -, e a todos os presentes.

Este é um domingo cheio de vida! Ainda que a morte nos rodeie, a promessa de Jesus já se cumpre: «Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10,10). Na disponibilidade dos jovens, que hoje a Igreja pede que sejam ordenados presbíteros, encontramos muita generosidade e entusiasmo. Ao nos reunirmos, tão numerosos e diversos, em torno do único Mestre, sentimos uma força que nos regenera. É o Espírito Santo, que une pessoas e vocações na liberdade, para que ninguém viva mais para si mesmo. O domingo - todos os domingos - nos chama para fora do “sepulcro” do isolamento, do fechamento, para que nos encontremos no jardim da comunhão, do qual o Ressuscitado é o guardião.


O serviço do sacerdote, sobre o qual a vocação destes irmãos nos convida a refletir, é um ministério de comunhão. A “vida em abundância”, com efeito, vem a nós no encontro profundamente íntimo com a pessoa do Filho, mas abre imediatamente os nossos olhos para um povo de irmãos e irmãs que já experimentam, ou que ainda procuram, o «poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1,12). Eis aqui um primeiro segredo na vida do sacerdote. Caríssimos ordenandos, quanto mais profundo for o vosso vínculo com Cristo, tanto mais radical será a vossa pertença à humanidade comum. Não há oposição, nem competição, entre o céu e a terra: em Jesus, eles se unem para sempre. Esse mistério vivo e dinâmico compromete o coração em um amor indissolúvel: o compromete e o preenche. É claro que, tal como o amor dos cônjuges, também o amor que inspira o celibato pelo Reino de Deus deve ser cuidado e sempre renovado, pois todo o verdadeiro afeto amadurece e se torna fecundo com o tempo. Vós sois chamados a um específico, delicado e difícil modo de amar e, mais ainda, de vos deixardes amar, na liberdade. Um modo que poderá fazer de vós, além de bons sacerdotes, também cidadãos honestos, disponíveis, construtores de paz e de amizade social.

sábado, 9 de maio de 2026

Fotos da Missa do Papa em Malabo

Na manhã da quinta-feira, 23 de abril de 2026, concluindo sua Viagem Apostólica à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, o Papa Leão XIV celebrou a Missa no Estádio de Malabo (Guiné Equatorial).

Foi celebrada a Missa do dia (quinta-feira da III semana da Páscoa).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O livreto da celebração pode ser visto aqui (pp. 275-309 do Missal para a Viagem Apostólica).

Procissão de entrada
Incensação da imagem da Virgem Maria

Ritos iniciais
Liturgia da Palavra