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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Ângelus: XXV Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 20 de setembro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Na Liturgia de hoje o Senhor, pela boca do profeta Isaías, nos dá um grande motivo de esperança, dizendo que os seus pensamentos não são os nossos pensamentos e os seus caminhos não são os nossos caminhos (cf. Is 55,8). Sim, os desígnios de Deus são infinitamente maiores e, digamos, mais “humanos” do que aqueles que nós, homens e mulheres marcados pelo pecado, podemos conceber e realizar. Por isso, eis - mais atual do que nunca - o apelo do profeta: abandonar os nossos caminhos tortuosos e regressar ao Senhor, que é misericórdia e perdão (vv. 6-7).

No Evangelho, as parábolas de Jesus descrevem a novidade do que Deus tem reservado para nós, mas, em geral, também manifestam a resistência que estamos dispostos a opor a uma justiça mais generosa e a um amor maior. Hoje, em particular, escutamos a história dos trabalhadores chamados para a vinha (cf. Mt 20,1-16): uns por um dia inteiro, outros apenas por algumas horas, outros ainda já quase ao pôr-do-sol. Mas o núcleo da parábola está no momento da remuneração, quando o dono da vinha cumpre a palavra dada aos trabalhadores da primeira hora e lhes paga conforme acordado, embora queira que eles vejam a sua bondade tratando, diante dos seus olhos, os últimos da mesma forma.

Há um pormenor que não deve nos escapar. O patrão dá ao administrador uma ordem precisa a seguir: os trabalhadores devem ser pagos «começando pelos últimos até os primeiros» (v. 8). Portanto, a reação negativa daqueles que tinham trabalhado o dia inteiro poderia facilmente ter sido evitada; no entanto, foi intencional, porque a revelação da bondade de Deus é para todos, não apenas para alguns. Deus tem caminhos diferentes e pensamentos novos também para aqueles que se consideram os primeiros e acham que conseguiram o que são por si mesmos, que mereceram os resultados que alcançaram. No entanto, todos nós experimentamos alegria, inteligência e futuro quando a lei do amor interrompe a do cálculo, a experiência da misericórdia amplifica a do mérito, o dom da paz coloca fim às rivalidades e nos aproxima na gratidão.

Irmãos e irmãs, é uma graça sermos colaboradores de Deus, trabalhar na sua vinha, servir o seu Reino de justiça e paz! Onde irrompe a novidade de Deus, não há lugar para invejas nem divisões. Procuremos, pois, o Senhor enquanto Ele pode ser encontrado, invoquemo-lo enquanto está perto; abandonemos os caminhos tortuosos e os pensamentos iníquos (cf. Is 55,6-7)!

Olhemos para a nossa Mãe Santíssima: é uma criatura como nós, mas sem mancha; por isso, ela nos ajuda a esperar em Deus e a confiar na sua misericórdia, para que os seus caminhos se tornem os nossos caminhos e os seus pensamentos os nossos pensamentos.

“Trabalhadores na vinha”
(Vincent van Gogh)

Fonte: Santa Sé.

Confira também a Catequese do Papa Leão XIV sobre a parábola dos trabalhadores da vinha no contexto do Jubileu Ordinário de 2025.

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