terça-feira, 3 de abril de 2018

Via Sacra em Nowa Huta

No último dia 25 de março, Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, o Arcebispo de Cracóvia, Dom Marek Jędraszewski, presidiu a oração da Via Sacra pelas ruas do Distrito de Nowa Huta.

Neste bairro os comunistas desejavam fazer uma "cidade sem religião". Porém, o povo levantou-se contra o regime e ergueu uma cruz na praça do bairro, apoiados na época pelo Arcebispo, Dom Karol Wojtyla (Papa São João Paulo II).

Início da Via Sacra 

 
 


Domingo de Ramos em Londres

O Arcebispo de Westminster, Cardeal Vicent Gerard Nichols, celebrou no último dia 25 de março, a Santa Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor na Catedral do Preciosíssimo Sangue em Londres.

Bênção dos ramos
Aspersão

Evangelho
Procissão

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Domingo de Ramos em Cracóvia

Dom Marek Jędraszewski, Arcebispo de Cracóvia, celebrou no último dia 25 de março a Santa Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor na Catedral dos Santos Venceslau e Estanislau (Catedral de Wawel).

Bênção dos ramos

Aspersão dos ramos 
Evangelho

Domingo de Ramos em Jerusalém

A comunidade católica de Jerusalém celebrou a entrada messiânica de Jesus na cidade no último dia 25 de março, Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, com a Santa Missa na parte da manhã na Basílica do Santo Sepulcro e com a Procissão na parte da tarde partindo de Betfagé até a cidade.

Ambas as celebrações foram presididas pelo Administrador Apostólico do Patriarcado de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa.

Missa na Basílica do Santo Sepulcro: 

Bênção dos ramos
O Bispo distribui os ramos

Procissão ao redor da Edícula

Fotos do Domingo de Ramos no Vaticano

No último dia 25 de março o Papa Francisco celebrou na Praça de São Pedro a Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, dando início às celebrações da Semana Santa.

O Santo Padre foi assistido pelos Monsenhores Guido Marini e Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Para ler a homilia do Papa, clique aqui.

Procissão de entrada

Bênção dos ramos
Aspersão dos ramos

Homilia do Papa: Domingo de Ramos

Celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
Homilia do Papa Francisco
Praça São Pedro
XXXIII Jornada Mundial da Juventude
Domingo, 25 de março de 2018

Jesus entra em Jerusalém. A liturgia convidou-nos a intervir e participar na alegria e na festa do povo que é capaz de aclamar e louvar o seu Senhor; alegria que esmorece, dando lugar a um sabor amargo e doloroso depois que acabamos de ouvir a narração da Paixão. Nesta celebração, parecem cruzar-se histórias de alegria e sofrimento, de erros e sucessos que fazem parte da nossa vida diária como discípulos, porque consegue revelar sentimentos e contradições que hoje em dia, com frequência, aparecem também em nós, homens e mulheres deste tempo: capazes de amar muito... mas também de odiar (e muito!); capazes de sacrifícios heroicos mas também de saber «lavar-se as mãos» no momento oportuno; capazes de fidelidade, mas também de grandes abandonos e traições.
Vê-se claramente em toda a narração evangélica que, para alguns, a alegria suscitada por Jesus é motivo de fastídio e irritação.
Jesus entra na cidade rodeado pelos seus, rodeado por cânticos e gritos rumorosos. Podemos imaginar que são a voz do filho perdoado, a do leproso curado ou o balir da ovelha extraviada que ressoam, intensamente e todos juntos, nesta entrada. É o cântico do publicano e do impuro; é o grito da pessoa que vivia marginalizada da cidade. É o grito de homens e mulheres que O seguiram, porque experimentaram a sua compaixão à vista do sofrimento e miséria deles... É o cântico e a alegria espontânea de tantos marginalizados que, tocados por Jesus, podem gritar: «Bendito seja o que vem em nome do Senhor!» (Mc 11,9). Como deixar de aclamar Aquele que lhes restituíra a dignidade e a esperança? É a alegria de tantos pecadores perdoados que reencontraram ousadia e esperança. E eles gritam. Rejubilam. É a alegria.
Estas aclamações de alegria aparecem incômodas e tornam-se absurdas e escandalosas para aqueles que se consideram justos e «fiéis» à lei e aos preceitos rituais [cf. R. Guardini, Il Signore (Brescia-Milão 2005), 344-345]. Uma alegria insuportável para quantos reprimiram a sensibilidade face à angústia, ao sofrimento e à miséria. Mas, destes, muitos pensam: «Olha que povo mal educado!» Uma alegria intolerável para quantos perderam a memória e se esqueceram das inúmeras oportunidades por eles usufruídas. Como é difícil, para quem procura justificar-se e salvar-se a si mesmo, compreender a alegria e a festa da misericórdia de Deus! Como é difícil, para quantos confiam apenas nas suas próprias forças e se sentem superiores aos outros, poder compartilhar esta alegria! (cf. Francisco, Exort. Ap. Evangelii gaudium, 94).
E daqui nasce o grito da pessoa a quem não treme a voz para bradar: «Crucifica-O!» (Mc 15,13). Não é um grito espontâneo, mas grito pilotado, construído, que se forma com o desprezo, a calúnia, a emissão de testemunhos falsos. É o grito que nasce na passagem dos factos à sua narração, nasce da narração. É a voz de quem manipula a realidade criando uma versão favorável a si próprio e não tem problemas em «tramar» os outros para ele mesmo se ver livre. Trata-se duma [falsa] narração. O grito de quem não tem escrúpulos em procurar os meios para reforçar a sua posição e silenciar as vozes dissonantes. É o grito que nasce de «maquilhar» a realidade, pintando-a de tal maneira que acabe por desfigurar o rosto de Jesus fazendo-O aparecer como um «malfeitor». É a voz de quem deseja defender a sua posição, desacreditando especialmente quem não se pode defender. É o grito produzido pelas «intrigas» da autossuficiência, do orgulho e da soberba, que proclama sem problemas: «crucifica-O, crucifica-O!»
E deste modo, no fim, silencia-se a festa do povo, destrói-se a esperança, matam-se os sonhos, suprime-se a alegria; deste modo, no fim, blinda-se o coração, resfria-se a caridade. É o grito do «salva-te a ti mesmo» que pretende adormecer a solidariedade, apagar os ideais, tornar insensível o olhar... O grito que pretende cancelar a compaixão, aquele «padecer com», a compaixão, que é o «ponto fraco» de Deus.
Perante todas estas vozes que gritam, o melhor antídoto é olhar a cruz de Cristo e deixar-se interpelar pelo seu último grito. Cristo morreu, gritando o seu amor por cada um de nós: por jovens e idosos, santos e pecadores, amor pelos do seu tempo e pelos do nosso tempo. Na sua cruz, fomos salvos para que ninguém apague a alegria do Evangelho; para que ninguém, na própria situação em que se encontra, permaneça longe do olhar misericordioso do Pai. Olhar a cruz significa deixar-nos interpelar nas nossas prioridades, escolhas e ações. Significa deixar-nos interrogar sobre a nossa sensibilidade face a quem está a passar ou a viver momentos de dificuldade. Irmãos e irmãs, que vê o nosso coração? Jesus continua a ser motivo de alegria e louvor no nosso coração ou envergonhamo-nos das suas prioridades para com os pecadores, os últimos, os abandonados?
E no vosso caso, queridos jovens, a alegria que Jesus suscita em vós é, para alguns, motivo de fastídio e também irritação, porque um jovem alegre é difícil de manipular. Um jovem alegre é difícil de manipular.
Neste dia, porém, existe a possibilidade de um terceiro grito: «Alguns fariseus disseram-Lhe, do meio da multidão: “Mestre, repreende os teus discípulos”. Jesus retorquiu: “Digo-vos que, se eles se calarem, gritarão as pedras”» (Lc 19,39-40).
Calar os jovens é uma tentação que sempre existiu. Os próprios fariseus inculpam Jesus, pedindo-Lhe que os acalme e faça estar calados.
Há muitas maneiras de tornar os jovens silenciosos e invisíveis. Muitas maneiras de os anestesiar e adormecer para que não façam «barulho», para que não se interroguem nem ponham em discussão. «Vós… calai-vos!» Há muitas maneiras de os fazer estar tranquilos, para que não se envolvam, e os seus sonhos percam altura tornando-se fantastiquices rasteiras, mesquinhas, tristes.
Neste Domingo de Ramos, em que celebramos o Dia Mundial da Juventude, faz-nos bem ouvir a resposta de Jesus aos fariseus de ontem e de todos os tempos (também os de hoje): «Se eles se calarem, gritarão as pedras» (Lc 19,40).
Queridos jovens, cabe a vós a decisão de gritar, cabe a vós decidir-vos pelo «Hosana» do domingo para não cair no «Crucifica-O» de sexta-feira... E cabe a vós não ficar calados. Se os outros calam, se nós, idosos e responsáveis (tantas vezes corruptos), silenciamos, se o mundo se cala e perde a alegria, pergunto-vos: vós gritareis?
Por favor, decidi-vos antes que gritem as pedras...


Fonte: Santa Sé

domingo, 1 de abril de 2018

Homilia: Domingo de Páscoa

Eusébio de Cesareia
Tratado sobre a solenidade da Páscoa
“Com razão nestes dias transbordamos de alegria, como se já estivéssemos com o Esposo”

Estes são os novos ensinamentos, antigamente envoltos em símbolos, porém trazidos recentemente a plena luz. E também nós inauguramos cada ano esta solenidade com alguns períodos cíclicos de preparação. Assim, antes da festa e como preparação para ela, nos exercitamos nas práticas quaresmais, à imitação dos santos Moisés e Elias, repetindo a mesma festa ano após ano. Empreendido deste modo o caminho para Deus, cingimos cuidadosamente a cintura com o cíngulo da temperança e, protegendo cautelosamente os passos de nossa alma, iniciamos, bem calçados, a carreira de nossa vocação celestial; e usando a vara da palavra divina e somente o poder intercessor da oração para repelir aos inimigos, com toda a alegria e decisão nos aventuramos pela senda que nos leva ao céu, fazendo-nos passar das coisas desta terra às celestiais, da vida mortal à imortalidade.
Desta forma, realizada felizmente esta “passagem”, nos espera outra solenidade ainda maior, solenidade que os judeus chamam de Pentecostes e que é imagem do Reino dos céus. De fato, afirma Moisés: A partir do dia em que metas a foice na messe, contarás sete semanas, e da nova colheita apresentarás ao Senhor pães novos. Com esta figura profética se simbolizava: pela messe, a vocação dos gentios, e pelos pães novos, as almas oferecidas a Deus pelos méritos de Cristo, assim como as igrejas integradas pelos pagãos, e por este motivo se organizam os máximos festejos frente ao acatamento de Deus, rico em misericórdia. Pois, arrecadados pelas racionais foices dos apóstolos, todas as igrejas da terra congregadas como feixes na eira, formando um só corpo pelo concorde sentir da fé, temperados com o sal das doutrinas e mandatos divinos, regenerados pela água e o fogo do Espírito Santo, somos ofertados por Cristo como pães festivos, agradáveis e gratos a Deus.
Assim, confrontados com os proféticos símbolos de Moisés com a autenticidade de uma realidade rica de santos efeitos, aprendemos a celebrar uma solenidade mais jubilosa que a que nos foi transmitida, como se já estivéssemos reunidos com nosso Salvador, como se já gozássemos de seu reino. Por este motivo, durante estas festas não nos é permitido nenhuma prática ascética, mas antes nos estimula a apresentar a imagem do descanso que esperamos desfrutar no céu. Por esta razão nem nos ajoelhamos na oração, nem nos afligimos com o jejum. Pois a quem foi concedida a graça de ressuscitar em Deus, não parece oportuno que sigam prostrando-se por terra; nem que os libertos das paixões sofram o mesmo que aqueles que ainda são escravos de seus apetites.
Por isso, depois da Páscoa e ao término de sete semanas, celebramos a Festa de Pentecostes; da mesma forma que anteriormente a Festa da Páscoa, e durante o período de seis semanas, aguentamos varonilmente as práticas quaresmais. Pois o número seis é, por assim dizer, um número que significa atividade e eficácia. Por esta razão se diz que Deus criou em seis dias todas as coisas. Com razão, pois, as fadigas que supuseram a preparação da primeira solenidade lhes seguem as sete semanas preparatórias da segunda solenidade, na qual se concede um longo período de descanso, simbolizado pelo número sete.
Portanto, considerando os santos dias de Pentecostes como uma imagem do futuro descanso, não sem razão nossas almas transbordam de alegria, e também condescendemos com nosso corpo, concedendo-lhe um respiro, como se já estivéssemos com o Esposo. Portanto, não nos está permitido jejuar.


Fonte: Lecionário Patrístico Dominical, pp. 339-340.