sexta-feira, 2 de março de 2018

Missa no Santuário Dominus Flevit em Jerusalém

Nas quartas-feiras do Tempo da Quaresma, em Jerusalém, celebra-se a Missa em algumas igrejas ligadas a episódios da Paixão do Senhor.

No último dia 28 de fevereiro o Ecônomo da Custódia da Terra Santa, Padre Ramzi Sidawi, presidiu a Santa Missa no Santuário de "Dominus Flevit" (O Senhor chorou), próximo ao Monte das Oliveiras. Esta pequena igreja recorda Jesus que chora sobre Jerusalém ao entrar na cidade para sofrer a Paixão (Lc 9,41).

Ósculo do altar
Incensação
Ritos iniciais


XI Catequese do Papa sobre a Missa: Apresentação das oferendas

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
Missa (11): Apresentação das oferendas

Bom dia, queridos irmãos e irmãs!
Continuemos as catequeses sobre a Santa Missa. À Liturgia da Palavra - sobre a qual meditei nas catequeses passadas - segue-se a outra parte constitutiva da Missa, que é a Liturgia Eucarística. Nela, através dos sinais sagrados, a Igreja torna continuamente presente o Sacrifício da nova aliança, selada por Jesus no altar da Cruz (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. Sacrosanctum concilium47). O primeiro altar cristão foi o da Cruz, e quando nos aproximamos do altar para celebrar a Missa, a nossa memória vai ao altar da Cruz, onde se realizou o primeiro sacrifício. O sacerdote, que na Missa representa Cristo, cumpre aquilo que o próprio Senhor fez e confiou aos discípulos na última Ceia: tomou o pão e o cálice, deu graças e distribuiu-os aos discípulos, dizendo: «Tomai e comei... bebei: isto é o meu Corpo... isto é o cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim!».
Obediente ao mandato de Jesus, a Igreja dispôs a Liturgia eucarística em momentos que correspondem às palavras e aos gestos realizados por Ele na vigília da sua Paixão. Assim, na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho, ou seja, os elementos que Cristo tomou nas suas mãos. Na Prece Eucarística damos graças a Deus pela obra da redenção, e as ofertas tornam-se o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo. Seguem-se a fração do Pão e a Comunhão, mediante a qual revivemos a experiência dos Apóstolos que receberam os dons eucarísticos das mãos do próprio Cristo (cf. Introdução Geral do Missal Romano, 72).
Portanto, ao primeiro gesto de Jesus: «Tomou o pão e o cálice do vinho», corresponde a preparação dos dons. É a primeira parte da Liturgia eucarística. É bom que o pão e o vinho sejam apresentados ao sacerdote pelos fiéis, porque eles significam a oferta espiritual da Igreja ali congregada para a Eucaristia. É bom que precisamente os fiéis levem o pão e o vinho ao altar. Não obstante hoje «os fiéis já não levem, como outrora, o próprio pão e vinho, destinados à Liturgia, todavia o rito da apresentação destes dons conserva o seu valor e significado espiritual» (ibid., n. 73). E a este propósito, é significativo que, ao ordenar um novo presbítero, o Bispo, quando lhe entrega o pão e o vinho, diz: «Recebe as ofertas do povo santo para o sacrifício eucarístico» (Pontifical Romano - Ordenação dos bispos, dos presbíteros e dos diáconos). O povo de Deus que leva a oferta, o pão e o vinho, a grande oferta para a Missa! Portanto, nos sinais do pão e do vinho, o povo fiel põe a própria oferta nas mãos do sacerdote, que a coloca no altar, ou mesa do Senhor, «que é o centro de toda a Liturgia eucarística» (IGMR, n. 73). Ou seja, o centro da Missa é o altar, e o altar é Cristo; é necessário olhar sempre para o altar, que constitui o cerne da Missa. Por conseguinte, no «fruto da terra e do trabalho do homem» oferece-se o compromisso dos fiéis a fazer de si mesmos, obedientes à Palavra divina, um «sacrifício agradável a Deus Pai Todo-Poderoso», «pelo bem de toda a sua santa Igreja». Deste modo, «a vida dos fiéis, o seu louvor, o seu sofrimento, a sua oração e o seu trabalho unem-se aos de Cristo e à sua oblação total, adquirindo assim um novo valor» (Catecismo da Igreja Católica, 1.368).
Sem dúvida, a nossa oferta é pouca coisa, mas Cristo tem necessidade deste pouco. O Senhor pede-nos pouco e dá-nos muito. Pede-nos pouco. Na vida diária, pede-nos a boa vontade; pede-nos um coração aberto; pede-nos a vontade de ser melhores, para receber Aquele que se oferece a si mesmo a nós na Eucaristia; pede-nos estas oblações simbólicas que depois se tornarão o seu Corpo e o seu Sangue. Uma imagem deste movimento oblativo de oração é representada pelo incenso que, consumido no fogo, liberta uma fumaça perfumada que se eleva: incensar as ofertas, como se faz nos dias santos, incensar a cruz, o altar, o presbítero e o povo sacerdotal manifesta visivelmente o vínculo ofertorial que une todas estas realidades ao sacrifício de Cristo (cf. IGMR, n. 75). E não vos esqueçais: há o altar, que é Cristo, mas sempre em referência ao primeiro altar, que é a Cruz; e ao altar, que é Cristo, levamos o pouco dos nossos dons, o pão e o vinho, que depois se tornarão muito: o próprio Jesus que se oferece a nós!
É tudo isto que exprime também a oração do ofertório. Nela, o sacerdote pede a Deus que aceite os dons que a Igreja lhe oferece, invocando o fruto do admirável intercâmbio entre a nossa pobreza e a sua riqueza. No pão e no vinho apresentamos-lhe a oblação da nossa vida, a fim de que seja transformada pelo Espírito Santo no sacrifício de Cristo, tornando-se com Ele uma única oferenda espiritual agradável ao Pai. Enquanto concluímos assim a preparação dos dons, dispomo-nos para a Prece Eucarística (cf. ibid., n. 77).
espiritualidade da doação de si, que este momento da Missa nos ensina, possa iluminar os nossos dias, os relacionamentos com os outros, aquilo que levamos a cabo e os sofrimentos que encontramos, ajudando-nos a construir a cidade terrena à luz do Evangelho.


Fonte: Santa Sé

Domingo da Ortodoxia em Moscou

O Domingo da Ortodoxia, o Primeiro da Grande Quaresma, foi celebrado em Moscou no último dia 25 de fevereiro com a Divina Liturgia presidida pelo Patriarca Kirill na Catedral Patriarcal de Cristo Salvador.

Devido ao uso do calendário juliano pelos orientais, este ano a celebração da Páscoa ocorre com uma semana de atraso em relação ao rito romano.


O Patriarca abençoa os fiéis



Domingo da Ortodoxia em Constantinopla

O Patriarca Bartolomeu de Constantinopla celebrou no último dia 25 de fevereiro na Catedral de São Jorge em Istambul a Divina Liturgia do Domingo da Ortodoxia, o Primeiro da Grande Quaresma.

Devido ao uso do calendário juliano pelos orientais, este ano a celebração da Páscoa ocorre com uma semana de atraso em relação ao rito romano.


Litania da paz


 

quinta-feira, 1 de março de 2018

Fotos da Missa do Papa no II Domingo da Quaresma

No último dia 25 de fevereiro o Papa Francisco celebrou a Santa Missa do II Domingo da Quaresma na Paróquia Romana de São Gelásio no Bairro Ponte Mammolo.

O Santo Padre foi assistido por Monsenhor Guido Marini. Para ler a homilia, clique aqui.

Procissão de entrada
Incensação
Ritos iniciais


Homilia do Papa: II Domingo da Quaresma - Ano B

Papa Francisco
Visita Pastoral à Paróquia Romana de São Gelásio no Bairro Ponte Mammolo
Homilia do Santo Padre
Domingo, 25 de fevereiro de 2018

Jesus mostra-se aos Apóstolos como é no Céu: glorioso, luminoso, triunfante, vencedor. E fá-lo a fim de os preparar para suportar a Paixão, o escândalo da Cruz, porque eles não conseguiam compreender que Jesus seria morto como um criminoso, não o podiam entender. Pensavam que Jesus fosse um libertador, mas como são os libertadores terrenos, aqueles que vencem batalhas e são sempre triunfantes.
Mas o caminho de Jesus é outro: Jesus triunfa através da humilhação, da humilhação da Cruz. Mas dado que isto seria um escândalo para eles, Jesus mostra-lhes o que vem depois, o que vem após a Cruz, o que nos espera a todos. Esta glória e este Céu. E isto é muito bonito! É deveras bonito porque Jesus - e ouvi bem isto - nos prepara sempre para a provação. De um modo ou de outro, mas esta é a mensagem: prepara-nos sempre. Dá-nos a força para ir em frente nos momentos de provação e para os vencer com a sua força. Jesus não nos deixa sozinhos nas provas da vida: prepara-nos sempre, ajuda-nos, como preparou a eles [aos discípulos], com a visão da sua glória. E assim, sucessivamente, eles recordaram-se deste [momento] para suportar o peso da humilhação. Esta é a primeira coisa que a Igreja nos ensina: Jesus prepara-nos sempre para as provações, e nas provas permanece ao nosso lado, não nos deixa sós. Nunca!
Eis o segundo elemento que podemos captar das palavras de Deus: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o!». Esta é a mensagem que o Pai transmite aos Apóstolos. A mensagem de Jesus consiste em prepará-los, mostrando-lhes a sua glória; a mensagem do Pai é: “Escutai-o!”. Não há instante da vida que não possa ser vivido plenamente, ouvindo Jesus. Nos momentos bonitos, parai e ouvi Jesus; nas horas tristes, parai e ouvi Jesus. Este é o caminho. Ele dir-nos-á o que devemos fazer. Sempre!
E vamos em frente na Quaresma, com estas duas coisas: nas provações recordemo-nos da glória de Jesus, ou seja, daquilo que nos espera; que Jesus está sempre presente com aquela glória para nos dar força. E durante a vida inteira, escutai Jesus, o que nos diz Jesus: Ele fala-nos sempre no Evangelho, na liturgia, ou então no coração.
Na vida quotidiana talvez tenhamos problemas ou devamos resolver muitas questões. Façamos esta pergunta: o que me diz Jesus hoje? E procuremos ouvir a voz de Jesus, a inspiração de dentro. E assim sigamos o conselho do Pai: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o!». Nossa Senhora dar-nos-á o segundo conselho, em Caná da Galileia, quando se verifica o milagre da água [transformada] em vinho. O que diz Nossa Senhora? «Fazei aquilo que Ele vos disser». Ouvir Jesus e fazer aquilo que Ele diz: este é o caminho certo. Avançar com a recordação da glória de Jesus, com este conselho: ouvir Jesus e fazer o que Ele nos diz!



Fonte: Santa Sé

Angelus do Papa: II Domingo da Quaresma - Ano B

Papa Francisco
Angelus
Praça São Pedro
II Domingo de Quaresma, 25 de fevereiro de 2018

Bom dia, prezados irmãos e irmãs!
O Evangelho de hoje, segundo Domingo de Quaresma, convida-nos a contemplar a Transfiguração de Jesus (cf. Mc 9,2-10). Este episódio deve ser relacionado com o que aconteceu seis dias antes, quando Jesus tinha revelado aos seus discípulos que em Jerusalém deveria «padecer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas, e morrer, mas ressuscitar depois de três dias» (Mc 8,31). Este anúncio tinha posto em crise Pedro e todo o grupo dos discípulos, os quais recusavam a ideia de que Jesus fosse rejeitado pelos chefes do povo e depois morto. Com efeito, eles esperavam um Messias poderoso, forte e dominador; ao contrário, Jesus apresenta-se humilde e manso, Servo de Deus e dos homens, que deverá oferecer a sua vida em sacrifício, passando através do caminho da perseguição, do sofrimento e da morte. Mas como poder seguir um Mestre e Messias, cuja vicissitude terrena se teria concluído daquele modo? Assim pensavam eles. E a resposta chega precisamente da Transfiguração. Em que consiste a Transfiguração de Jesus? É uma aparição pascal antecipada.
Jesus tomou consigo os três discípulos, Pedro, Tiago e João, e «conduziu-os para um alto monte» (Mc 9,2); e ali, por um momento, mostrou-lhes a sua glória, a glória do Filho de Deus. Assim, este acontecimento da Transfiguração permite que os discípulos enfrentem a paixão de Jesus de maneira positiva, sem ser arrebatados. Viram-no como Ele será depois da paixão, glorioso. É assim que Jesus os prepara para a provação. A Transfiguração ajuda os discípulos, e também nós, a entender que a paixão de Cristo é um mistério de padecimento, mas é sobretudo um dom de amor, de amor infinito por parte de Jesus. O acontecimento de Jesus que se transfigura no monte leva-nos a compreender melhor inclusive a sua Ressurreição. Para entender o mistério da cruz, é necessário saber antecipadamente que Aquele que sofre e é glorificado não é apenas um homem, mas é o Filho de Deus, que nos salvou com o seu amor fiel até à morte. É assim que o Pai renova a sua declaração messiânica sobre o Filho, já feita nas margens do Jordão, depois do batismo, exortando: «Escutai-o!» (v. 7). Os discípulos são chamados a seguir o Mestre com confiança e esperança, não obstante a sua morte; a divindade de Jesus deve manifestar-se precisamente na cruz, exatamente no seu morrer «daquele modo», a ponto que aqui o evangelista Marcos põe nos lábios do centurião esta profissão de fé: «Este homem era realmente o Filho de Deus!» (15,39).
Dirijamo-nos agora em oração à Virgem Maria, a criatura humana transfigurada interiormente pela graça de Cristo. Recomendemo-nos confiantes à sua ajuda maternal para prosseguir com fé e generosidade o caminho da Quaresma.


Fonte: Santa Sé