sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Homilia do Papa: Comemoração dos Fiéis Defuntos

Santa Missa para as Vítimas das Guerras
Homilia do Papa Francisco
Cemitério americano de Nettuno
Quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Hoje, todos nós estamos aqui reunidos em esperança. Cada um de nós, no próprio coração, pode repetir as palavras de Jó que ouvimos na primeira Leitura: «Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra». A esperança de reencontrar Deus, de nos reencontrarmos todos, como irmãos: e esta esperança não desilude. Paulo foi forte naquela expressão da segunda Leitura: «A esperança não desilude».
Mas muitas vezes a esperança nasce e lança as suas raízes em muitas chagas humanas, em muitos sofrimentos e aquele momento de dor, de chaga, de sofrimento faz-nos olhar para o Céu e dizer: “Eu creio que o meu Redentor está vivo. Mas, Senhor, detém-te”. E talvez seja esta a oração que os lábios de todos nós proferem quando olhamos para este cemitério. “Tenho a certeza, Senhor, que estes nossos irmãos estão contigo. Estou certo, nós dizemos isto - “Mas, por favor, Senhor, chega. Nunca mais. Nunca mais a guerra, Nunca mais este massacre inútil”, como dissera Bento XV. Melhor esperar sem esta destruição: jovens... milhares e milhares... esperanças destroçadas. “Nunca mais, Senhor”. E devemos dizer isto hoje, que rezamos por todos os defuntos, mas neste lugar rezamos de modo especial por estes jovens; hoje que o mundo está de novo em guerra e se prepara para entrar de maneira mais forte em guerra. “Nunca mais, Senhor. Nunca mais”. Com a guerra perde-se tudo.
Vem-me à mente aquela idosa que olhando para as ruínas de Hiroshima, com sábia resignação mas com muito sofrimento, com aquela resignação lamentosa que as mulheres sabem viver, porque é o seu carisma, dizia: “Os homens fazem de tudo para declarar e entrar em guerra, e no final destroem-se a si mesmos”. Esta é a guerra: a destruição de nós mesmos. Certamente aquela mulher, aquela idosa, tinha perdido ali filhos e netos; só lhe restavam a chaga no coração e as lágrimas. E se hoje é um dia de esperança, hoje é também um dia de lágrimas. Lágrimas como as que sentiam e derramavam as mulheres quando recebiam o correio: “A senhora é honrada porque o seu marido foi um herói da Pátria; os seus filhos são heróis da Pátria”. São lágrimas que hoje a humanidade não deve esquecer. O orgulho desta humanidade que não aprendeu a lição e parece que não a quer aprender!
Quando, muitas vezes na história, os homens pensam em fazer uma guerra, estão convencidos de que contribuem para um mundo novo, que contribuem para uma “primavera”. Mas acaba num inverno, terrível, cruel, com o reino do terror e da morte. Hoje rezamos por todos os defuntos, por todos, mas de modo especial por estes jovens, num momento em que tantos morrem nas batalhas de todos os dias desta guerra aos pedaços. Rezemos também pelos mortos de hoje, pelos mortos de guerra, até crianças, inocentes. Eis o fruto da guerra: a morte. E que o Senhor nos conceda a graça de chorar.


Fonte: Santa Sé

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Bênção de igreja em Blumenau

No último dia 01 de novembro o Bispo Diocesano de Blumenau (SC), Dom Rafael Biernaski, celebrou a Santa Missa para a bênção da nova capela da Cúria Diocesana, na presença dos funcionários e colaboradores.

Neste mesmo dia o Bispo, natural de Curitiba (PR), comemorou seu aniversário (62 anos).

Capela da Cúria de Blumenau (SC)
Ritos iniciais
Bênção da água
Aspersão da capela
Aspersão do altar

Angelus do Papa: Solenidade de Todos os Santos

Solenidade de Todos os Santos
Papa Francisco
Angelus
Praça São Pedro
Quarta-feira, 1° de novembro de 2017

Prezados irmãos e irmãs, bom dia e feliz festa!
A solenidade de Todos os Santos é a “nossa” festa: não porque somos bons, mas porque a santidade de Deus tocou a nossa vida. Os santos não são pequenos modelos perfeitos, mas pessoas atravessadas por Deus. Podemos compará-los com os vitrais das igrejas, que fazem entrar a luz em várias tonalidades de cor. Os santos são nossos irmãos e irmãs que receberam a luz de Deus no seu coração e a transmitiram ao mundo, cada qual segundo a sua “tonalidade”. Mas todos foram transparentes, lutaram para tirar as manchas e as obscuridades do pecado, de modo a fazer passar a luz gentil de Deus. Eis a finalidade da vida: fazer passar a luz de Deus; e também o objetivo da nossa vida.
Com efeito, no Evangelho de hoje Jesus dirige-se aos seus, a todos nós, dizendo-nos «Bem-aventurados» (Mt 5,3). É a palavra com que começa a sua pregação, que é “Evangelho”, boa nova porque é o caminho da felicidade. Quem está com Jesus é bem-aventurado, feliz. A felicidade não consiste em possuir algo, nem em tornar-se alguém, não, a felicidade autêntica consiste em estar com o Senhor e viver por amor. Queres crer nisto? A verdadeira felicidade não consiste em possuir algo, nem em tornar-se alguém; a felicidade autêntica consiste em estar com o Senhor e viver por amor. Acreditais nisto? Devemos ir em frente para crer nisto. Então, os ingredientes para a vida feliz chama-se bem-aventuranças: são bem-aventurados os simples, os humildes que deixam espaço a Deus, que sabem chorar pelo próximo e pelos próprios erros, permanecem mansos, lutam pela justiça, são misericordiosos para com todos, preservam a pureza do coração, trabalham sempre pela paz e vivem na alegria, não odeiam e até quando sofrem respondem ao mal com o bem.
Eis as bem-aventuranças. Non exigem gestos sensacionais, não são para super-homens, mas para quem vive as provações e as dificuldades de todos os dias, para nós. Assim são os santos: respiram como todos o ar poluído do mal que há no mundo, mas ao longo do caminho nunca perdem de vista o caminho de Jesus, indicado nas bem-aventuranças, que são como o mapa da vida cristã. Hoje é a festa daqueles que alcançaram a meta indicada por este mapa: não só os santos do calendário, mas muitos irmãos e irmãs “da porta ao lado”, que talvez encontramos e conhecemos. Hoje é uma festa de família, de muitas pessoas simples e escondidas que na realidade ajudam Deus a fazer progredir o mundo. E hoje há tantas, muitas! Obrigado a estes irmãos e irmãs desconhecidos que ajudam Deus a fazer progredir o mundo, que vivem entre nós; saudemo-los todos com um caloroso aplauso!
Em primeiro lugar - reza a primeira bem-aventurança - estão os «pobres de espírito» (Mt 5,3). Que significa? Que não vivem para o sucesso, o poder ou o dinheiro; sabem que quem acumula tesouros para si não enriquece diante de Deus (cf. Lc 12,21). Ao contrário, julgam que o Senhor é o tesouro da vida, e o amor ao próximo a única fonte verdadeira de lucro. Às vezes ficamos descontentes por algo que nos falta ou preocupados se não somos considerados como gostaríamos; recordemos que a nossa bem-aventurança não consiste nisto, mas no Senhor e no amor: só com Ele, só amando vivemos felizes.
Por fim, gostaria de citar mais uma bem-aventurança, que não se encontra no Evangelho, mas na conclusão da Bíblia e fala do final da vida: «Felizes os mortos que morrem no Senhor» (Ap 14,13). Amanhã seremos chamados a acompanhar com a oração os nossos defuntos, para que rejubilem para sempre no Senhor. Recordemos com gratidão os nossos queridos e oremos por eles.
A Mãe de Deus, Rainha dos Santos e Porta do Céu, interceda pelo nosso caminho de santidade e pelos nossos queridos que nos precederam e já partiram para a Pátria celeste.


Fonte: Santa Sé

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Divina Liturgia na Catedral Ucraniana de Londres

No último dia 29 de outubro Dom Cyril Vasil, Secretário da Congregação para as Igrejas Orientais, presidiu a Divina Liturgia na Catedral Católica Ucraniana da Sagrada Família em Londres, por ocasião da celebração dos 60 anos da Eparquia de Londres.

A homilia ficou a cargo do Arcebispo Maior da Igreja Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk.

Procissão de entrada

Ladainha da paz

Evangelho

Angelus do Papa: XXX Domingo do Tempo Comum

Papa Francisco
Angelus
Praça São Pedro
Domingo, 29 de outubro de 2017

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Neste domingo, a liturgia apresenta-nos um breve trecho evangélico, mas muito importante (cf. Mt 22,34-40). O evangelista Mateus narra que os fariseus se reuniram para pôr à prova Jesus. Um deles, um doutor da Lei, dirigiu-lhe esta pergunta: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» (v. 36). É uma pergunta insidiosa, porque na Lei de Moisés são mencionados mais de seiscentos preceitos. Como distinguir, entre todos, o grande mandamento? Mas Jesus não hesita e responde: «Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito». E acrescenta: «Amarás teu próximo como a ti mesmo» (vv. 37.39).
Esta resposta de Jesus não é óbvia, porque, entre os múltiplos preceitos da lei judaica, os mais importantes eram os dez Mandamentos, comunicados diretamente por Deus a Moisés, como condições do pacto de aliança com o povo. Mas Jesus quer que compreendamos que sem o amor a Deus e ao próximo não há verdadeira fidelidade a esta aliança com o Senhor. Podes fazer muitas coisa boas, cumprir tantos preceitos, tantas coisas boas, mas se não tiveres amor, isto não serve.
Confirma-o um outro texto do Livro do Êxodo, chamado “código da aliança”, onde se afirma que não se pode estar na Aliança com o Senhor e maltratar quantos gozam da sua proteção. E quem são aqueles que gozam da sua proteção? A Bíblia diz: a viúva, o órfão, o estrangeiro, o migrante, ou seja, as pessoas mais sozinhas e indefesas (cf. Ex  22,20-21). Respondendo a estes fariseus que o tinham questionado, Jesus tenta também ajudá-los a pôr ordem na sua religiosidade, a estabelecer de novo o que conta realmente e o que é menos importante. Jesus diz: «Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas» (Mt  22,40). São os mais importantes, e os outros dependem destes dois. E Jesus viveu precisamente assim a sua vida: pregando e fazendo o que conta realmente e é essencial, ou seja, o amor. O amor dá impulso e fecundidade à vida e ao caminho de fé: sem amor, quer a vida quer a fé permanecem estéreis.
O que Jesus propõe nesta página evangélica é um ideal maravilhoso, que corresponde ao desejo mais autêntico do nosso coração. Com efeito, fomos criados para amar e ser amados. Deus, que é Amor, criou-nos para nos tornarmos partícipes da sua vida, para sermos amados por Ele, para o amar e para amar juntamente com Ele todas as pessoas. Este é o “sonho” de Deus para o homem. E a fim de o realizar precisamos da sua graça, necessitamos receber em nós a capacidade de amar, que provém do próprio Deus. Jesus oferece-se a nós na Eucaristia exatamente por isso. Nela recebemos o seu Corpo e o seu Sangue, ou seja, recebemos Jesus na expressão máxima do seu amor, quando Ele se ofereceu ao Pai para a nossa salvação.
A Virgem Santa nos ajude a acolher na nossa vida o “grande mandamento” do amor a Deus e ao próximo. Com efeito, mesmo conhecendo-o desde quando éramos crianças, nunca nos converteremos totalmente a ele nem pomos em prática o suficiente nas diversas situações nas quais nos encontramos.


Fonte: Santa Sé

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Divina Liturgia bizantina na Catedral de Westminster

No último dia 28 de outubro, por ocasião do encontro dos Bispos católicos orientais da Europa, foi celebrada uma Divina Liturgia na Catedral do Preciosíssimo Sangue em Londres, presidida pelo Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk.

A homilia foi proferida pelo Arcebispo de Westminster, Cardeal Vincent Nichols.

Cardeal Nichols e Dom Sviatoslav
Procissão de entrada 

Coral
Arcebispo abençoa os fiéis

Missa pelas vítimas do aborto em Londres

No último dia 27 de outubro o Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Westminster, Dom John Francis Sherrington, celebrou a Santa Missa na Catedral do Preciosíssimo Sangue em Londres em sufrágio de todas as crianças vítimas do aborto. Esta celebração marca os 50 anos da aprovação do aborto no Reino Unido.

Após a Missa houve um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento e a Bênção Eucarística, com a participação do Arcebispo, Cardeal Vincent Nichols.

Incensação
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra
Evangelho
Homilia