quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Presépios do Seminário São José de Curitiba

Nestes dias da preparação próxima para a Solenidade do Natal do Senhor, publicamos algumas fotos dos presépios e demais decorações natalinas do Seminário Menor São José da Arquidiocese de Curitiba.

Nas igrejas onde se celebra o Natal do Senhor, convém que a imagem do Menino Jesus só seja colocada no presépio durante a Missa da Noite, como indicamos em postagem própria. Porém, como no Seminário não se celebra o Natal, a imagem do Menino Jesus se faz presente durante todo o Advento.

Para ler nossa postagem sobre o Presépio, clique aqui.


Portaria do Seminário



Catequese do Papa: O Sínodo dos Bispos

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014
A Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Concluímos um ciclo de catequeses sobre a Igreja. Demos graças ao Senhor que nos fez percorrer este caminho, redescobrindo a beleza e a responsabilidade de pertencer à Igreja, de ser Igreja todos juntos.
Agora começamos uma nova etapa, uma nova série, e o tema será a família; um assunto que se insere neste período intermédio entre as duas Assembleias do Sínodo dedicadas a esta realidade tão importante. Por isso, antes de encetar o percurso sobre os vários aspectos da vida familiar, hoje desejo recomeçar precisamente a partir da Assembleia sinodal do passado mês de Outubro, sobre este tema: «Os desafios pastorais sobre a família no contexto da nova evangelização». É importante recordar como ela se realizou e o que produziu, como foi e quais foram os seus frutos.
Durante o Sínodo, os mass media fizeram o seu trabalho - havia muita expectativa, muita atenção - e agradecemos-lhe, porque trabalharam abundantemente, difundindo numerosas notícias! Isto foi possível graças à Sala de Imprensa, que cada dia realizou um briefing. Mas muitas vezes a visão dos mass media era um pouco segundo o estilo das crônicas desportivas ou políticas: falava-se com frequência de dois grupos, pró e contra, conservadores e progressistas, etc. Hoje, gostaria de descrever como foi o Sínodo.
Antes de tudo, pedi aos Padres sinodais que falassem com franqueza e coragem, e que ouvissem com humildade, dizendo com coragem tudo aquilo que tinham no coração. No Sínodo não houve censura prévia, mas todos podiam - melhor, deviam - dizer o que tinham no coração, o que pensavam sinceramente. «Mas isto provocará discussão!». É verdade, ouvimos como discutiam os Apóstolos. Diz o texto: houve um forte debate. Os Apóstolos ralhavam entre si, porque buscavam a vontade de Deus sobre os pagãos, se eles podiam ou não entrar na Igreja. Era uma novidade. Sempre, quando se procura a vontade de Deus, numa Assembleia sinodal, existem diversos pontos de vista e há debate, mas isto não é feio, contanto que seja feito com humildade e espírito de serviço à comunidade fraterna. A censura prévia teria sido algo negativo. Não, cada um devia dizer o que pensava. Após o Relatório inicial do Cardeal Erdö, houve um primeiro momento fundamental, no qual todos os Padres puderam falar, e todos ouviram. E aquela atitude de escuta da parte dos Padres foi edificante. Um momento de grande liberdade, em que cada qual expôs o seu pensamento com parrésia e confiança. Na base das intervenções estava o «Instrumento de trabalho», fruto da precedente consulta de toda a Igreja. E por isto devemos dar graças à Secretaria do Sínodo pelo grande trabalho que levou a cabo, quer antes quer durante a Assembleia. Verdadeiramente, foram muito eficazes!
Nenhuma intervenção pôs em discussão as verdades fundamentais do Sacramento do Matrimônio, ou seja: a indissolubilidade, a unidade, a fidelidade e a abertura à vida (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Gaudium et spes, 48; Código de Direito Canónico, 1055-1056). Não se tocou nisto!
Todas as intervenções foram reunidas e assim pudemos chegar ao segundo momento, isto é, a um esboço que se chama Relatório após o debate. Também este Relatório foi apresentado pelo Cardeal Erdö, subdividido em três pontos: a escuta do contexto e dos desafios da família; o olhar fixo em Cristo e no Evangelho da família; o confronto com as perspectivas pastorais.
A partir desta primeira proposta de síntese teve lugar o debate em grupos, que foi o terceiro momento. Como sempre, os grupos foram divididos por línguas, porque é melhor assim, comunica-se melhor: italiano, inglês, espanhol e francês. No final do seu trabalho, cada grupo apresentou um relatório, e todos os relatórios dos grupos foram publicados imediatamente. Tudo foi divulgado, em nome da transparência, para que se soubesse o que acontecia.
Nessa altura - o quarto momento - uma comissão examinou todas as sugestões feitas pelos grupos linguísticos e redigiu o Relatório final, que manteve o esquema precedente - escuta da verdade, olhar fixo no Evangelho e compromisso pastoral - mas procurou captar o fruto dos debates feitos em grupos. Como sempre, foi aprovada também uma Mensagem final do Sínodo, mais breve e informativa em relação ao Relatório.
Assim se realizou a Assembleia sinodal. Alguns de vós podem perguntar-me: «Os Padres desentenderam-se?». Não sei se o fizeram, mas falaram verdadeiramente em voz alta! É nisto que consiste a liberdade, a liberdade que há na Igreja. Tudo aconteceu «cum Petro et sub Petro», ou seja na presença do Papa, que para todos é garante de liberdade e confiança, garante da ortodoxia. E no final, com uma intervenção, fiz uma leitura sintética da experiência sinodal.
Portanto, os documentos oficiais divulgados pelo Sínodo são três: a Mensagem finalo Relatório final e o discurso conclusivo do Papa. Não há outros.
O Relatório finalque foi o ponto de chegada de toda a reflexão das Dioceses até àquele momento, foi publicado ontem e agora será enviado às Conferências Episcopais, que o debaterão em vista da próxima Assembleia, a Ordinária, em Outubro de 2015. Digo que foi publicado ontem - já tinha sido divulgado - mas ontem foi publicado com as perguntas dirigidas às Conferências Episcopais, e assim torna-se os Lineamenta do próximo Sínodo.
Devemos saber que o Sínodo não é um parlamento, onde vem o representante desta Igreja, dessa Igreja, daquela Igreja... Não, não é assim! Sim, vem o representante, mas a estrutura não é parlamentar, é totalmente diversa. O Sínodo é um espaço protegido, a fim de que o Espírito Santo possa agir; não houve oposição entre facções, como num parlamento onde isto é lícito, mas um confronto entre os Bispos, depois de uma longa tarefa de preparação, e que agora continuará com outro trabalho, para o bem das famílias, da Igreja e da sociedade. É um processo, é o normal caminho sinodal. Agora este Relatório volta às Igrejas particulares e nelas continua a labuta de oração, reflexão e debate fraterno, para preparar a próxima Assembleia. Nisto consiste o Sínodo dos Bispos. Confiemo-lo à tutela da Virgem, nossa Mãe. Que Ela nos assista a cumprir a vontade de Deus, tomando as decisões pastorais que ajudam mais e melhor a família. Peço-vos que acompanheis com a oração este percurso sinodal até ao próximo Sínodo. Que o Senhor nos ilumine e nos faça caminhar rumo à maturidade daquilo que, como Sínodo, devemos dizer a todas as Igrejas. E para isto a vossa oração é importante.


Fonte: Santa Sé

Monsenhor Guido Marini nas Filipinas

No início deste mês de dezembro, o Mons. Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, viajou para as Filipinas, a fim de preparar a viagem do Papa Francisco ao país no próximo mês de janeiro.

Juntamente com Mons. Marini foram dois cerimoniários pontifícios: Mons. Kevin Gillespie e Mons. Vincenzo Peroni.

Seguem algumas fotos da visita;

Reunião com a equipe local


Foto com o Cardeal Tagle, Arcebispo de Manila
Visita à Catedral de Manila

Fotos da Missa pelos 40 anos de sacerdócio de Dom Fernando Rifan

No último dia 08 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, Dom Fernando Areas Rifan, Ordinário da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, celebrou na igreja principal da Administração em Campos (RJ) a Santa Missa Pontifical na Forma Extraordinária do Rito Romano por ocasião de seus 40 anos de sacerdócio.

Acolhida ao Bispo
Oração diante do sacrário
Paramentação
Procissão de entrada

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Fotos do Ato de Veneração à Imaculada em Roma

No último dia 08 de dezembro, o Papa Francisco presidiu a um Ato de Veneração à Imaculada Conceição de Nossa Senhora na Praça da Espanha em Roma.

Foi um rito bastante simples, na forma de uma celebração da Palavra: sinal da cruz e saudação, leitura da Palavra de Deus (Ap 12,1-6), oração do Santo Padre, oferta de uma homenagem floral, Ladainha de Nossa Senhora e a bênção. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

O Santo Padre foi assistido por Mons. Pier Enrico Stefanetti, Decano dos Cerimoniários Pontifícios, uma vez que Monsenhor Guido Marini estava nas Filipinas, preparando a viagem do Papa ao país em janeiro de 2015.

Imagem da Imaculada Conceição na Praça de Espanha
Ritos iniciais


Oração do Santo Padre

Oração do Papa Francisco à Imaculada Conceição

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

ACTO DE VENERAÇÃO À IMACULADA CONCEIÇÃO
ORAÇÃO DO PAPA FRANCISCO
Praça de Espanha, Roma
Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

Ó Maria, nossa Mãe,
hoje o povo de Deus em festa
venera-te Imaculada, desde sempre
preservada do contágio do pecado.
Acolhe a homenagem que te
oferecemos em nome da Igreja
que está em Roma e no mundo inteiro.
Saber que tu, que és nossa Mãe,
estás totalmente livre do pecado
dá-nos grande conforto.
Saber que sobre ti o mal não tem
poder, enche-nos de esperança
e de fortaleza na luta diária
que devemos fazer contra as ameaças
do maligno.

Mas nesta luta não estamos
sozinhos, não somos órfãos, porque
Jesus, antes de morrer na cruz, te deu a
nós como Mãe.

Portanto nós, apesar de sermos
pecadores, somos teus filhos,
filhos da Imaculada, chamados àquela
santidade que emti resplandece por
graça de Deus desde o início.
Animados por esta esperança, nós hoje
invocamos a tua materna
protecção para nós, para as nossas
famílias, para esta Cidade,
para o mundo inteiro.

O poder do amor de Deus, que te
preservou do pecado original, pela tua
intercessão liberte a humanidade
de qualquer escravidão espiritual
e material, e faça vencer nos corações
e nos acontecimentos, o desígnio
de salvação de Deus.

Faz com que também em nós, teus
filhos, a graça prevaleça sobre o
orgulho e possamos tornar-nos
misericordiosos como é misericordioso
o nosso Pai celeste.
Neste tempo que nos conduz à festa
do Natal de Jesus, ensina-nos a ir
contracorrente: a despojar-nos, a
abaixar-nos, a doarmo-nos, a ouvir,
a fazer silêncio, a descentralizar-nos de
nós mesmos, para dar espaço à beleza
de Deus, fonte da verdadeira alegria.

Ó Mãe nossa Imaculada, intercede por nós!



Fonte: Santa Sé 

Palavras do Papa no Angelus da Solenidade da Imaculada Conceição

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

PAPA FRANCISCO
ANGELUS
Praça de São Pedro
Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2014

Amados irmãos e irmãs, bom dia! Boa festa!
A mensagem da hodierna festa da Imaculada Conceição da Virgem Maria pode resumir-se com estas palavras: tudo é dom gratuito de Deus, tudo é graça, tudo é dom do seu amor por nós. O Arcanjo Gabriel chama Maria «cheia de graça» (Lc 1, 28): nela não há lugar para o pecado, porque Deus a escolheu desde sempre como mãe de Jesus e preservou-a do pecado original. E Maria corresponde à graça e a ela se abandona dizendo ao Anjo: «Faça-se em mim segundo a tua palavra» (v. 38). Não diz: «farei segundo a tua palavra»: não! Mas: «Faça-se em mim...». E o Verbo fez-se carne no seu seio. Também a nós é pedido que ouçamos Deus que nos fala e que acolhamos a sua vontade; segundo a lógica evangélica nada é mais activo e fecundo do que ouvir e acolher a Palavra do Senhor, que vem do Evangelho, da Bíblia. O Senhor fala-nos sempre!
A atitude de Maria de Nazaré mostra-nos que o ser vem antes do fazer, e que é preciso deixar que Deus faça para ser verdadeiramente como Ele quer. É Ele quem faz em nós tantas maravilhas. Maria é receptiva, mas não passiva. Assim como, a nível físico, recebe o poder do Espírito Santo mas depois doa carne e sangue ao Filho de Deus que se forma nela, também a nível espiritual, acolhe a graça e corresponde a ela com a fé. Por isso santo Agostinho afirma que a Virgem «concebeu primeiro no coração e depois no seio» (Discursos, 215, 4). Concebeu primeiro a fé e depois o Senhor. Este mistério do acolhimento da graça, que em Maria, por um privilégio único, era sem o obstáculo do pecado, é uma possibilidade para todos. Com efeito, são Paulo abre a sua Carta aos Efésios com estas palavras de louvor: «Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais no céu em Cristo» (1, 3). Como Maria é saudada por santa Isabel, assim também nós fomos desde sempre «abençoados», ou seja, amados, e por isso «escolhidos antes da criação do mundo para ser santos e imaculados» (Ef 1, 4). Maria foi preservada, enquanto nós fomos salvos graças ao Baptismo e à fé. Mas todos, tanto ela como nós, por meio de Cristo, «em louvor do esplendor da sua graça» (v. 6), daquela graça da qual a Imaculada foi colmada em plenitude.

Diante do amor, face à misericórdia, à graça divina derramada nos nossos corações, a consequência que se impõe é uma só: a gratuitidade. Ninguém pode comprar a salvação! A salvação é um dom gratuito do Senhor, um dom gratuito de Deus que vem em nós e habita em nós. Assim como recebemos gratuitamente, também gratuitamente somos chamados a dar (cf. Mt 10, 8); à imitação de Maria que, logo depois de ter acolhido o anúncio do Anjo, vai partilhar o dom da fecundidade com a sua prima Isabel. Porque, se tudo nos foi doado, tudo deve ser doado de novo. De que modo? Deixando que o Espírito Santo faça de nós um dom para os outros. O Espírito é dom para nós e nós, com a força do Espírito, devemos ser dom para os outros e deixar que o Espírito Santo nos torne instrumentos de acolhimento, instrumentos de reconciliação, instrumentos de perdão. Se a nossa existência se deixa transformar pela graça do Senhor, porque a graça do Senhor nos transforma, não podemos reter para nós a luz que vem do seu rosto, mas deixaremos que ela passe para que ilumine os outros. Aprendamos de Maria, que manteve o olhar fixo constantemente no Filho e o seu rosto tornou-se «a face que mais se assemelha a Cristo» (Dante, Paraíso, XXXII, 87). E a ela nos dirijamos agora com a oração que recorda o anúncio do Anjo.


Fonte: Santa Sé