quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Fotos da Missa do Papa pelos Cardeais e Bispos falecidos

No último dia 03 de novembro, Sua Santidade o Papa Francisco celebrou a Santa Missa em sufrágio pelos Cardeais e Bispos falecidos ao longo do ano, no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro.

Segundo o livreto de celebração, desde novembro do ano passado faleceram 10 Cardeais e 111 Bispos, sem contar Dom Sofron Mudry, que faleceu no mesmo dia em que foi publicado o livreto.

Dentre os Cardeais e Bispos, nossa oração especialmente pelo Cardeal Domenico Bartolucci, grande expoente da música litúrgica, e por Dom Moacyr José Vitti, que foi Arcebispo de Curitiba, sede deste blog.

O Santo Padre foi assistido pelos Monsenhores Guido Marini e Massimiliano Matteo Boiardi.

Procissão de entrada


Ósculo do altar
Liturgia da Palavra

Homilia do Papa na Missa pelos Cardeais e Bispos falecidos

SANTA MISSA EM SUFRÁGIO
PELOS CARDEAIS E BISPOS FALECIDOS DURANTE O ANO
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana, Altar da Cátedra
Segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

Graças à Palavra de Deusa, esta celebração é inteiramente iluminada pela fé na Ressurreição. Uma verdade que teve dificuldade de abrir caminho no Antigo Testamento e que sobressai de maneira explícita precisamente no episódio que há pouco ouvimos, a colecta para o sacrifício expiatório a favor dos finados (cf. 2 Mac 12, 43-46).
Toda a Revelação divina é fruto do diálogo entre Deus e o seu povo, e também a fé na Ressurreição está vinculada a este diálogo, que acompanha o caminho do povo de Deus na história. Não causa admiração que um mistério tão grandioso, tão decisivo e tão sobre-humano como o da Ressurreição tenha exigido todo o percurso, todo o tempo necessário, até chegar a Jesus Cristo. Ele pode dizer: «Eu sou a Ressurreição e a Vida!» (Jo 11, 25), porque nele este mistério não apenas se revela plenamente, mas também se concretiza e se realiza, tornando-se pela primeira vez e definitivamente realidade. O Evangelho que ouvimos, unindo - segundo o texto de Marcos - a narração da morte de Jesus e a do sepulcro vazio, representa o ápice de todo esse caminho: é o acontecimento da Ressurreição, que corresponde à longa busca do povo de Deus, à procura de cada homem e da humanidade inteira.
Cada um de nós é convidado a entrar neste acontecimento. Somos chamados a estar primeiro diante da Cruz de Cristo, como Maria, como as mulheres, como o centurião; a ouvir o clamor de Jesus, o seu último suspiro, e finalmente o silêncio; aquele silêncio que se prolonga durante o sábado inteiro. Depois, somos chamados a ir ao túmulo, para ver que a grande pedra foi removida; para ouvir o anúncio: «Ele ressuscitou, já não está aqui» (Mc 16, 6). Aqui está a resposta. Aqui está o fundamento, a rocha. Não em «persuasivos discursos de sapiência», mas na palavra viva da Cruz e da Ressurreição de Jesus.
É o que prega o apóstolo Paulo: Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. Se Ele não ressuscitou, a nossa fé é vazia e inconsistente. Mas dado que Ele ressuscitou, aliás, Ele é a Ressurreição, então a nossa fé está repleta de verdade e vida eterna.
Renovando a tradição, hoje nós oferecemos o Sacrifício eucarístico em sufrágio pelos nossos Irmãos Cardeais e Bispos que faleceram durante os últimos doze meses. E a nossa oração enriquece-se de sentimentos, de recordações e de gratidão pelo testemunho de pessoas que nós conhecemos, com as quais pudemos compartilhar o serviço à Igreja. Muitos dos seus semblantes estão presentes diante de nós, mas todos, cada um deles, é fitado pelo Pai com o seu amor misericordioso. E juntamente com o olhar do Pai celestial há também aquele da Mãe, que intercede por estes seus filhos tão amados. Juntamente com os fiéis que serviram aqui na terra, que eles possam gozar da alegria da nova Jerusalém.


Fonte: Santa Sé

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Fotos do momento de oração pelos Pontífices falecidos

No último dia 02 de Nnovembro, Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, Sua Santidade o Papa Francisco presidiu um momento de oração pelos Pontífices falecidos na cripta da Basílica de São Pedro.

Acompanhado do Arcipreste da Basílica, Cardeal Ângelo Comastri, e do Mestre de Cerimônias Pontifícias, Monsenhor Guido Marini, o Santo Padre primeiramente rezou diante do túmulo de São Pedro. Em seguida, presidiu a uma oração na capela da Cripta e passou a aspergir os túmulos dos Papas.

Seguem algumas fotos:

Oração diante do túmulo de São Pedro

Oração pelos Pontífices falecidos

Bênção

Fotos da Missa do Papa na Solenidade de Todos os Santos

No último dia 01 de novembro, Sua Santidade o Papa Francisco celebrou a Santa Missa da Solenidade de Todos os Santos no Cemitério de Campo Verano, em Roma.

Para a ocasião, foram expostos os relicários dos Santos João XXIII e João Paulo II, Papas.

O Santo Padre foi assistido por Monsenhor Guido Marini.

Procissão de entrada

Incensação do altar
Incensação da imagem de Nossa Senhora

Homilia do Papa na Solenidade de Todos os Santos

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Cemitério Verano - Roma
Sábado, 1º de Novembro de 2014

Quando, na primeira Leitura, ouvimos esta voz do Anjo que clamou em voz alta aos quatro Anjos, aos quais tinha sido concedido devastar a terra e o mar, destruindo tudo: «Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores» (Ap7, 3); veio-me ao pensamento uma frase que não está aqui, mas no coração de todos nós: «Os homens são mais capazes de o fazer do que vós». Nós somos capazes de devastar a terra melhor do que os Anjos. E é o que continuamos a fazer, é isto que levamos a cabo: devastar a Criação, destruir a vida, aniquilar as culturas, devastar os valores e destruir a esperança. Quanta necessidade temos da força do Senhor, para que nos sele com o seu amor e com a sua força, para impedir esta desvairada corrida de destruição! Devastação daquilo que Ele nos concedeu, das coisas mais bonitas que Ele criou para nós, para que cuidássemos delas e as fizéssemos crescer, para dar fruto. Quando, na sacristia, eu olhava para as fotografias de há 71 anos (bombardeamento «del Verano», 19 de Julho de 1943), pensei: «Isto foi muito grave, deveras doloroso. Mas isto não é nada, em comparação com aquilo que acontece hoje». O homem apodera-se de tudo, julga-se Deus, julga-se rei. E as guerras: as guerras que continuam, não precisamente para semear o trigo da vida, mas para destruir. É a indústria da destruição! É um sistema, também de vida, que quando as coisas não podem ser resolvidas, são descartadas: descartam-se as crianças, descartam-se os idosos, descartam-se os jovens desempregados. Esta devastação provocou uma cultura do descartável: descartam-se povos inteiros... Eis a primeira imagem que me veio à mente, quando ouvi esta Leitura.
Eis a segunda imagem, na mesma Leitura: esta «grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas» (7, 9). Os povos, a gente... Agora, começa a arrefecer: esses pobres que, para salvar a sua vida, devem fugir das próprias casas, dos seus povos, das suas aldeias, rumo ao deserto... e vivem em tendas, sentem frio, sem remédios, famintos, porque o «deus-homem» se apoderou da Criação, de toda aquela beleza que Deus criou para nós. Mas quem paga a festa? Eles! Os mais pequeninos, os pobres, aqueles que, como pessoas, acabaram por ser descartados. E isto não é história antiga: acontece hoje. «Mas Padre, está distante...» - Também aqui, em todas as partes. Acontece hoje. Direi mais: parece que essas pessoas, aquelas crianças famintas e enfermas não contam, parece que são de outra espécie, que não são humanas. Esta multidão encontra-se diante de Deus e suplica: «Por favor, salvação! Por favor, paz! Por favor, pão! Por favor, trabalho! Por favor, filhos e avós! Por favor, jovens com a dignidade de poder trabalhar!». Entre as pessoas perseguidas encontram-se também quantos são perseguidos pela fé. «Então um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: “Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm?” [...] “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e alvejaram-nas no sangue do Cordeiro”» (7, 13-14). E hoje, sem exagerar, no dia de todos os Santos, gostaria que pensássemos em todos eles, nos Santos desconhecidos. Pecadores como nós, pior do que nós, mas destruídos. A todas estas pessoas que vêm da grande tribulação. A maior parte do mundo vive em tribulação. E o Senhor santifica este povo, pecador como nós, mas santifica-o com a tribulação.
E no fim, a terceira imagem: Deus. A primeira, a devastação; a segunda, as vítimas; e a terceira, Deus. Na segunda Leitura ouvimos: «Desde já somos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como Ele é» (1 Jo3, 2): ou seja, a esperança. E esta é a bênção do Senhor, que ainda é a nossa: a esperança. A esperança de que Ele tenha piedade do seu povo, que tenha piedade daqueles que vivem na grande tribulação e que tenha piedade também dos destruidores, a fim de que se convertam. É assim que a santidade da Igreja progride: com este povo, com cada um de nós, que veremos Deus como Ele é. Qual deve ser a nossa atitude, se quisermos fazer parte deste povo e caminhar rumo ao Pai, neste mundo de devastação, neste mundo de guerras, neste mundo de tribulação? Como ouvimos no Evangelho, a nossa atitude é a das Bem-Aventuranças. Somente este caminho nos levará ao encontro com Deus. Só esta vereda nos salvará da destruição, da devastação da terra, da Criação, da moral, da história, da família, de tudo. Unicamente este caminho: contudo, far-nos-á passar por situações difíceis! Trar-nos-á problemas e perseguição. Mas só este caminho nos levará em frente. E assim, este povo que hoje sofre tanto, devido ao egoísmo dos devastadores, dos nossos irmãos devastadores, este povo progride através das Bem-Aventuranças, da esperança de descobrir Deus, de se encontrar face a face com o Senhor, com a esperança de se tornar santos, no momento do encontro definitivo com Ele.
Que o Senhor nos ajude e nos conceda a graça desta esperança, mas inclusive a graça da coragem de sair de tudo aquilo que é destruição, devastação, relativismo de vida, exclusão do próximo, exclusão dos valores e exclusão de tudo o que o Senhor nos ofereceu: exclusão da paz. Que Ele nos liberte de tudo isto e nos conceda a graça de caminhar na esperança de nos encontrarmos um dia face a face com Ele. E esta esperança, irmãos e irmãs, não desilude!


Fonte: Santa Sé

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

XII Catequese do Papa sobre a Igreja

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Nas catequeses precedentes tivemos a oportunidade de evidenciar que a Igreja tem uma natureza espiritual: é o corpo de Cristo, edificado no Espírito Santo. No entanto, quando nos referimos à Igreja, o pensamento dirige-se imediatamente para as nossas comunidades, paróquias, dioceses e estruturas, nas quais em geral, estamos habituados a reunir-nos e, obviamente, também ao componente e às figuras mais institucionais que a regem, que a governam. Nisto consiste a realidade visível da Igreja. Devemos perguntar-nos: trata-se de duas realidades diferentes, ou de uma única Igreja? E, se é sempre uma só Igreja, como podemos entender a relação entre a sua realidade visível e a espiritual?
Antes de tudo, quando falamos da realidade visível da Igreja, não devemos pensar exclusivamente no Papa, nos Bispos, nos sacerdotes, nas religiosas e em todas as pessoas consagradas. A realidade visível da Igreja é constituída por numerosos irmãos e irmãs baptizados que, no mundo, crêem, esperam e amam. Todavia, muitas vezes ouvimos dizer: «Mas a Igreja não faz isto, a Igreja não faz aquilo...» - «Mas diz-me, quem é a Igreja?» - «São os presbíteros, os Bispos, o Papa...» - A Igreja somos todos nós! Todos os baptizados somos a Igreja, a Igreja de Jesus! Todos aqueles que seguem o Senhor Jesus e que, no seu nome, se fazem próximos dos últimos e dos sofredores, procurando oferecer um pouco de alívio, de conforto e de paz. Todos aqueles que fazem o que o Senhor mandou são a Igreja. Então, compreendemos que também a realidade visível da Igreja não é comensurável, nem é conhecível em toda a sua plenitude: como se pode conhecer todo o bem que é feito? Tantas obras de amor, tantos gestos de fidelidade nas famílias, tanto trabalho para educar os filhos e para transmitir a fé, tanto padecimento nos doentes que oferecem os seus sofrimentos ao Senhor... Tudo isto não se pode medir, porque é deveras grande! Como se podem conhecer todas as maravilhas que, através de nós, Cristo consegue realizar no coração e na vida de cada pessoa? Vede: inclusive a realidade visível da Igreja vai além do nosso controle, ultrapassa as nossas forças e é uma realidade misteriosa, porque provém de Deus.
Para compreender na Igreja a relação entre a sua realidade visível e a espiritual, não há outro modo, a não ser olhar para Cristo, de Quem a Igreja constitui o corpo e por Quem ela é gerada, num gesto de amor infinito. Com efeito, em virtude do mistério da Encarnação, também em Cristo nós reconhecemos uma natureza humana e uma divina, unidas na mesma Pessoa de modo admirável e indissolúvel. Isto é válido de maneira análoga inclusive para a Igreja. E assim como em Cristo a natureza humana coadjuva plenamente a divina, pondo-se ao seu serviço, em função do cumprimento da salvação, do mesmo modo acontece na Igreja pela sua realidade visível, em relação à espiritual. Portanto, também a Igreja é um mistério, no qual o que não se vê é mais importante do que aquilo que é visível, e só pode ser reconhecido com os olhos da fé (cf. Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, 8).
Porém, no caso da Igreja devemos interrogar-nos: como pode a realidade visível pôr-se ao serviço da espiritual? Mais uma vez, só o podemos compreender fitando Cristo. Ele é o modelo da Igreja, porque a Igreja é o seu corpo. É o modelo de todos os cristãos, de todos nós. Quando fitamos Cristo, não nos enganamos! No Evangelho de Lucas narra-se que Jesus, tendo voltado para Nazaré onde crescera, entrou na sinagoga e, referindo-se a si mesmo, leu o trecho do profeta Isaías onde está escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a recuperação da vista, para pôr em liberdade os prisioneiros, para proclamar o ano da graça do Senhor» (4, 18-19). Eis: assim como Cristo se serviu da sua humanidade - porque Ele era também homem - para anunciar e cumprir o desígnio divino de redenção e de salvação - porque era Deus - do mesmo modo deve ser também a Igreja. Através da sua realidade visível, de tudo aquilo que se vê, os sacramentos e o testemunho de todos nós, cristãos, a Igreja é chamada todos os dias a fazer-se próxima de cada homem, a começar por quantos são pobres, por quem sofre e por aqueles que vivem marginalizados, de maneira a continuar a fazer sentir sobre todos o olhar compassivo e misericordioso de Jesus.
Caros irmãos e irmãs, muitas vezes como Igreja nós fazemos a experiência da nossa fragilidade e dos nossos limites. Todos somos limitados. Todos somos pecadores. Nenhum de nós pode dizer: «Eu não sou pecador!». Ma se algum de nós sentir que não não é pecador, levante a mão. Todos nós somos pecadores. E esta fragilidade, estes limites, estes nossos pecados, é natural que suscitem em nós um profundo desgosto, sobretudo quando damos mau exemplo e compreendemos que somos motivo de escândalo. Quantas vezes ouvimos dizer, no bairro: «Aquela pessoa lá vai sempre à igreja, mas fala mal de todos...». Isto não é cristão, é um mau exemplo: é pecado. É assim que damos mau exemplo: «Em suma, se aquele ou aquela é cristão, eu torno-me ateu!». O nosso testemunho consiste em fazer compreender o que significa ser cristão. Peçamos para não ser motivo de escândalo. Peçamos o dom da fé para podermos entender como, não obstante a nossa pequenez e a nossa pobreza, o Senhor nos transformou verdadeiramente em instrumentos de graça e sinais visíveis do seu amor por toda a humanidade. Sim, podemos tornar-nos motivo de escândalo! Contudo, podemos também tornar-nos motivo de testemunho, transmitindo com a nossa vida aquilo que Jesus deseja de nós.


 Fonte: Santa Sé

Inaugurado busto do Papa Bento XVI

Na última segunda-feira, dia 27 de outubro, o Papa Francisco esteve presente na Pontifícia Academia das Ciências, nos Jardins Vaticanos, para inaugurar um busto do Papa Emérito Bento XVI. Publicamos um trecho do discurso do Papa:

DISCURSO DO PAPA FRANCISCO POR OCASIÃO DA INAUGURAÇÃO DE UM BUSTO EM HONRA DE BENTO XVI
Casina Pio IV 
Segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Senhores Cardeais
Caros Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio
Ilustres Senhoras e Senhores
Enquanto se descerrava o busto que os Académicos queriam na sede da Pontifícia Academia das Ciências, em sinal de reconhecimento e gratidão, uma emoção jubilosa fez-se viva na minha alma. Este busto de Bento XVI evoca aos olhos de todos a pessoa e o rosto do amado Papa Ratzinger. Evoca também o seu espírito: o dos seus ensinamentos, dos seus exemplos, das suas obras e da sua devoção à Igreja, da sua presente vida «monástica». Longe de se fragmentar com o passar do tempo, este espírito manifestar-se-á de geração em geração cada vez maior e mais poderoso. Bento XVI: um grande Papa! Grande pela força e perspicácia da sua inteligência, grande pela sua contribuição relevante para a teologia, grande pelo seu amor à Igreja e aos seres humanos, grande pela sua virtude e religiosidade. Como bem sabeis, o seu amor pela verdade não se limita à teologia e à filosofia, mas abre-se às ciências. O seu amor pela ciência leva à solicitude pelos cientistas, sem distinção de raça, nacionalidade, civilização e religião; solicitude pela Academia, desde que São João Paulo II o nomeou membro. Ele soube honrar a Academia com a sua presença e palavra, e nomeou muitos dos seus membros, inclusive o actual Presidente Werner Arber. Bento XVI convidou, pela primeira vez, um Presidente desta Academia para participar no Sínodo sobre a nova evangelização, consciente da importância da ciência na cultura moderna. Sem dúvida, dele nunca se poderá dizer que o estudo e a ciência aridificaram a sua pessoa e o seu amor a Deus e ao próximo mas, ao contrário, que a ciência, a sapiência e a oração dilataram o seu coração e espírito. Demos graças a Deus pelo dom que concedeu à Igreja e ao mundo com a existência e o pontificado do Papa Bento. Estou grato a todos aqueles que, generosamente, tornaram possível esta obra e este gesto, de modo especial o autor do busto, o escultor Fernando Delia, à sua Família e a todos os Académicos. Desejo agradecer a todos vós que estais aqui presentes para honrar este grande Papa.

Busto de Bento XVI na Pontifícia Academia das Ciências

Para ler o discurso do Papa na íntegra, clique aqui.

Esta é a nossa milésima postagem. Nada mais justo que fazer referência ao Papa Bento XVI, o Papa da Liturgia. Louvamos a Deus pelo seu exemplo de fidelidade ao Senhor!
Aproveitamos também a oportunidade para agradecer a todos que nos tem acompanhado até aqui. Deus os abençoe!!!