sexta-feira, 13 de junho de 2014

Fotos da Missa de Pentecostes no Vaticano

No último dia 08 de junho, Sua Santidade o Papa Francisco celebrou na Basílica Vaticana a Santa Missa da Solenidade de Pentecostes.

Assistiram ao Santo Padre os Monsenhores Guido Marini e Kevin Gillespie. O livreto de celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada

Incensação

Rito da Aspersão

Homilia do Papa na Solenidade de Pentecostes

SANTA MISSA NA SOLENIDADE DE PENTECOSTES
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
Domingo, 8 de Junho de 2014

«Todos ficaram cheios do Espírito Santo » (Act 2, 4).
Falando aos Apóstolos na última Ceia, Jesus disse que, depois da sua partida deste mundo, lhes teria enviado o dom do Pai, ou seja o Espírito Santo (cf. Jo 15, 26). Esta promessa realiza-se poderosamente no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desce sobre os discípulos congregados no Cenáculo. Aquela efusão, embora tenha sido extraordinária, não foi única nem limitada àquele momento, mas é um acontecimento que se renovou e que ainda hoje se renova. Cristo glorificado à direita do Pai continua a cumprir a sua promessa, derramando sobre a Igreja o Espírito vivificador, que nos ensina, nos recorda e nos faz falar.
O Espírito Santo ensina-nos: é o Mestre interior. Ele orienta-nos pela senda recta, através das situações da vida. Indica-nos o caminho, a vereda. Nos primórdios da Igreja, o Cristianismo era conhecido como «o caminho» (cf. Act 9, 2), e o próprio Jesus é o Caminho. O Espírito Santo ensina-nos a segui-lo, a caminhar nas suas pegadas. Mais do que um mestre de doutrina, o Espírito Santo é um Mestre de vida. E, sem dúvida, da vida faz parte também o saber, o conhecer, mas no contexto do horizonte mais amplo e harmonioso da existência cristã.
O Espírito Santo recorda-nos, recorda-nos tudo aquilo que Jesus disse. É a memória viva da Igreja. E enquanto nos faz recordar, leva-nos também a compreender as palavras do Senhor.
Este recordar no Espírito e graças ao Espírito não se reduz a um gesto mnemónico, mas constitui um aspecto essencial da presença de Cristo em nós e na sua Igreja. O Espírito de verdade e de caridade recorda-nos o que Cristo disse, leva-nos a entrar cada vez mais plenamente no sentido das suas palavras. Todos nós fazemos esta experiência: num momento, em qualquer situação, temos uma ideia e depois mais uma, que se liga a um trecho da Escritura... É o Espírito que nos leva a percorrer este caminho: a vereda da memória viva da Igreja. E isto exige de nós uma resposta: quanto mais generosa for a resposta, tanto mais as palavras de Jesus se tornarão em nós vida, atitudes, escolhas, gestos e testemunho. Em síntese, o Espírito recorda-nos o mandamento do amor e chama-nos a vivê-lo!
Um cristão sem memória não é um cristão autêntico: é um cristão a meio caminho, é um homem ou uma mulher prisioneiro do momento, que não sabe valorizar a sua história, não sabe lê-la nem vivê-la como história de salvação. Ao contrário, com a ajuda do Espírito Santo, podemos interpretar as inspirações interiores e os acontecimentos da vida à luz das palavras de Jesus. E assim prospera em nós a sabedoria da memória, a sapiência do coração, que é um dom do Espírito. Que o Espírito reavive a memória cristã em todos nós! E naquele dia, juntamente com os Apóstolos, estava presente a Mulher da memória, Aquela que desde o princípio ponderava tudo no seu coração. Estava presente Maria, nossa Mãe. Que Ela nos ajude neste caminho da memória!
O Espírito Santo ensina-nos, recorda-nos e - outra sua característica - faz-nos falar com Deus e com os homens. Não existem cristãos mudos, emudecidos de alma; não, não há lugar para isto.
Ele leva-nos a falar com Deus na oração. A oração é uma dádiva que nós recebemos gratuitamente; é diálogo com Ele no Espírito Santo, que ora em nós em e que nos permite dirigir-nos a Deus chamando-lhe Pai, Aba (cf. Rm 8, 15; Gl 4, 4); e não se trata apenas de um «modo de dizer», mas da realidade: nós somos realmente filhos de Deus. «Todos aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus» (Rm 8, 14).
Ele faz-nos falar no gesto da fé. Nenhum de nós pode dizer «Jesus é o Senhor» - como ouvimos hoje - sem o Espírito Santo. E o Espírito leva-nos a falar com os homens no diálogo fraterno. Ajuda-nos a falar com os demais, reconhecendo neles irmãos e irmãs; a falar com amizade, ternura e mansidão, compreendendo as angústias e as esperanças, as tristezas e as alegrias dos outros.
Mas há mais: o Espírito Santo leva-nos a falar também aos homens na profecia, ou seja, transformando-nos em «canais» humildes e dóceis da Palavra de Deus. A profecia é feita com franqueza, para mostrar abertamente as contradições e as injustiças, mas sempre com mansidão e intenção construtiva. Impregnados do Espírito de amor, podemos ser sinais e instrumentos de Deus que ama, serve e vivifica.
Recapitulando: o Espírito Santo ensina-nos o caminho; recorda-nos e explica-nos as palavras de Jesus; leva-nos a rezar e a dizer «Pai» a Deus; faz-nos falar aos homens no diálogo fraterno e leva-nos a falar na profecia.
No dia de Pentecostes, quando os discípulos «se tornaram cheios do Espírito Santo», teve lugar o baptismo da Igreja, que nasceu «em saída», «em partida», para anunciar a Boa Notícia a todos. A Mãe Igreja parte para servir. Recordemos também a outra Mãe, a nossa Mãe que partiu com prontidão para servir. A Mãe Igreja e a Mãe Maria: ambas são virgens, ambas são mães, são ambas mulheres. Jesus foi peremptório com os Apóstolos: eles não deviam afastar-se de Jerusalém antes de ter recebido do alto a força do Espírito Santo (cf. Act 1, 4.8). Sem Ele não existe a missão, e nem sequer a evangelização. Por isso, juntamente com a Igreja inteira, com a nossa Mãe Igreja católica, invoquemos: Vinde, Espírito Santo!


Fonte: Santa Sé

terça-feira, 10 de junho de 2014

Papa preside as Exéquias do Cardeal Lourdusamy

No último dia 05 de junho, Sua Santidade o Papa Francisco presidiu no altar da Cátedra da Basílica Vaticana os ritos da Última Encomendação do Cardeal Duraisamy Simon Lourdusamy, após a Santa Missa Exequial presidida pelo Cardeal Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício.

O Cardeal Lourdusamy, natural da Índia, foi Prefeito da Sagrada Congregação para as Igrejas Orientais de 1985 a 1991. Faleceu no último dia 02, aos 90 anos.

O Santo Padre usou um pluvial vermelho que pertenceu ao Venerável Paulo VI.








Catequese do Papa: O dom da Piedade

Papa Francisco
Audiência Geral
Praça São Pedro
Quarta-feira, 4 de junho de 2014

O dom da Piedade

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje desejamos meditar sobre um dom do Espírito Santo que muitas vezes é mal entendido ou considerado de modo superficial mas, ao contrário, refere-se ao cerne da nossa identidade e da nossa vida cristã: trata-se do dom da piedade.
É necessário esclarecer imediatamente que este dom não se identifica com a compaixão por alguém, a piedade pelo próximo, mas indica a nossa pertença a Deus e o nosso vínculo profundo com Ele, um elo que dá sentido a toda a nossa vida e que nos mantém firmes, em comunhão com Ele, até nos momentos mais difíceis e atormentados.
Este vínculo com o Senhor não deve ser entendido como um dever ou imposição. É uma ligação que vem de dentro. Trata-se de uma relação vivida com o coração: é a nossa amizade com Deus que nos foi concedida por Jesus, uma amizade que transforma a nossa vida e nos enche de entusiasmo e alegria. Por isso, o dom da piedade suscita em nós, antes de tudo, a gratidão e o louvor. Com efeito, este é o motivo e o sentido mais autêntico do nosso culto e da nossa adoração. Quando o Espírito Santo nos faz sentir a presença do Senhor e todo o seu amor por nós, aquece o nosso coração e leva-nos quase naturalmente à oração e à celebração. Portanto, piedade é sinônimo de espírito religioso genuíno, de confiança filial em Deus e da capacidade de lhe rezar com amor e simplicidade, que é própria das pessoas humildades de coração.
Se o dom da piedade nos faz crescer na relação e na comunhão com Deus, levando-nos a viver como seus filhos, ao mesmo tempo ajuda-nos a derramar este amor também sobre os outros e a reconhecê-los como irmãos. Então, sim, seremos impelidos por sentimentos de piedade - não de pietismo! - pelos que estão ao nosso lado e por quantos encontramos todos os dias. Por que razão digo não de pietismo? Porque alguns pensam que ter piedade significa fechar os olhos, fazer cara de santinho, disfarçar-se de santo. Em piemontês nós dizemos: ser «mugna quacia» («fingido»). Não é esta a dádiva da piedade. O dom da piedade significa ser verdadeiramente capaz de se alegrar com quantos estão alegres, de chorar com quem chora, de estar próximo daquele que está sozinho ou angustiado, de corrigir quantos erram, de consolar quem está aflito, de acolher e socorrer aquele que está em necessidade. Há uma relação muito estreita entre o dom da piedade e mansidão. A dádiva da piedade, que recebemos do Espírito Santo, torna-nos mansos, tranquilos, pacientes e em paz com Deus, pondo-nos ao serviço do próximo com mansidão.
Caros amigos, na Carta aos Romanos o apóstolo Paulo afirma: «Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porquanto, não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: “Abbá! Pai!”» (Rm 8,14-15). Peçamos ao Senhor que a dádiva do seu Espírito possa vencer o nosso temor, as nossas incertezas e até o nosso espírito irrequieto, impaciente, e possa tornar-nos testemunhas jubilosas de Deus e do seu amor, adorando o Senhor na verdade e também no serviço ao próximo com mansidão e com o sorriso que o Espírito Santo sempre nos proporciona na alegria. Que o Espírito Santo nos conceda a todos este dom da piedade.


Fonte: Santa Sé 

Fotos da Posse de Dom Henrique Soares em Palmares

No último dia 01 de junho, este ano Solenidade da Ascensão do Senhor, Dom Henrique Soares da Costa tomou posse como Bispo da Diocese de Palmares (PE), tendo sido nomeado pelo Papa Francisco em março deste ano.

Após a acolhida solene na Catedral e a leitura do Decreto de Nomeação, o Metropolita da Província, Dom Antônio Fernando Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife, entregou o báculo a Dom Henrique e convidou-lhe a sentar na cátedra. Seguiram-se os discursos da parte do clero, religiosos e leigos.

Após a Posse Canônica, Dom Henrique celebrou sua primeira Missa como Bispo de Palmares em um ginásio próximo à Catedral.

Seguem algumas fotos, do site da Diocese de Palmares:

Acolhida na Catedral
Veneração da cruz
Aspersão dos fieis
Entrada na Catedral
Cerimônia da Tomada de Posse

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Fotos da Ordenação Episcopal presidida pelo Papa

No último dia 30 de maio, Sua Santidade o Papa Francisco presidiu na Basílica Vaticana a Santa Missa com o Rito da Ordenação Episcopal de Monsenhor Fabio Fabene, Sub-Secretário do Sínodo dos Bispos.

Os Co-sagrantes foram os Cardeais Lorenzo Baldisseri (Secretário do Sínodo dos Bispos) e Giovanni Batista Re (Prefeito Emérito da Congregação para os Bispos).

Os Cerimoniários que assistiram ao Santo Padre foram os Monsenhores Guido Marini e Marco Agostini. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
"Incensação do eleito"

Liturgia da Palavra

Homilia do Papa em Ordenação Episcopal

ORDENAÇÃO EPISCOPAL
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
Sexta-feira, 30 de Maio de 2014

Caríssimos irmãos e filhos, meditemos atentamente sobre a elevada responsabilidade eclesial à qual é promovido este nosso irmão.
Nosso Senhor Jesus Cristo, enviado pelo Pai para redimir os homens, mandou por sua vez ao mundo os doze Apóstolos para que, cheios do poder do Espírito Santo, anunciassem o Evangelho a todos os povos e, reunindo-os sob o único Pastor, os santificassem e guiassem para a salvação.
Com a finalidade de perpetuar este ministério apostólico de geração em geração, os Doze convocaram colaboradores transmitindo-lhes, com a imposição das mãos, o dom do Espírito recebido de Cristo, que conferia a plenitude do sacramento da Ordem. Assim, através da sucessão ininterrupta dos bispos na tradição viva da Igreja, conservou-se este ministério primário e a obra do Salvador continua a desenvolver-se até aos nossos dias.
No bispo circundado pelos seus presbíteros no meio de vós está presente nosso Senhor Jesus Cristo, Sumo Sacerdote para toda a eternidade. Com efeito, é Cristo que no ministério do bispo continua a pregar o Evangelho de salvação e a santificar os fiéis mediante os Sacramentos da fé; é Cristo que, na paternidade do bispo, acrescenta novos membros ao seu corpo que é a Igreja; é Cristo que, na sabedoria e prudência do bispo, orienta o povo de Deus na peregrinação terrena até à felicidade eterna.
Portanto, recebei com alegria e gratidão este nosso irmão que nós bispos, com a imposição das mãos, associamos ao colégio episcopal. Prestai-lhe a honra que se deve ao ministro de Cristo e ao dispensador dos mistérios de Deus, ao qual foram confiados o testemunho do Evangelho e o ministério do Espírito para a santificação. Recordai-vos das palavras de Jesus aos Apóstolos: «Quem vos ouve, ouve a mim; quem vos rejeita, rejeita a mim; e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou» (Lc 10, 16).
Quanto a ti, Fabio, caríssimo irmão eleito pelo Senhor, medita, pois foste escolhido entre os homens e para os homens foste constituído nas realidades que dizem respeito a Deus. Foste eleito pelo rebanho: que nunca sobrevenham a vaidade, o orgulho e a soberba. E foste constituído para os homens: que a tua atitude seja sempre de serviço. Como Jesus, assim. Com efeito, episcopado é o nome de um serviço e não de uma honra, dado que ao bispo compete mais servir do que dominar, segundo o mandamento do Mestre: «Aquele que entre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o servo». Recomendo-te que tenhas presentes as palavras paulinas que ouvimos hoje: vigia sobre ti mesmo e sobre o povo de Deus. Este vigiar significa ser sentinela, estar atento para te defenderes a ti mesmo de tantos pecados e de muitas atitudes mundanas, mas também para defender o povo de Deus contra os lobos que, segundo Paulo, teriam vindo.
Anuncia a Palavra em cada ocasião, oportuna e inoportuna; admoesta, repreende e exorta com toda a magnanimidade e doutrina. E, mediante a oração e a oferta do Sacrifício pelo teu povo, haure da plenitude da santidade de Cristo a riqueza multiforme da graça divina. E vigiar sobre o povo significa também rezar, orar pelo povo, como fazia Moisés: com as mãos elevadas, aquela prece de intercessão, a oração corajosa diante do Senhor pelo povo.
Na Igreja a ti confiada sê guardião e dispensador dos mistérios de Cristo. Posto pelo Pai à frente da sua família, segue sempre o exemplo do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas, é por elas conhecido e, por elas, não hesitou oferecer a própria vida.
Ama com amor de pai e de irmão todos aqueles que Deus te confiar: em primeiro lugar, os presbíteros e os diáconos, teus colaboradores no ministério; mas também os pobres, os indefesos e quantos tiverem necessidade de acolhimento e de ajuda. Exorta os fiéis a cooperar no compromisso apostólico e escuta-os de bom grado.
Presta grande atenção a quantos não pertencem ao único redil de Cristo, porque também eles te foram confiados no Senhor. E reza por eles!
Recorda-te que na Igreja católica, congregada no vínculo da caridade, estás unido ao colégio dos bispos e deves ter em ti a solicitude por todas as Igrejas, socorrendo generosamente aquelas que são mais necessitadas de assistência. Na minha opinião, isto ser-te-á fácil na tarefa que te foi confiada na Secretaria do Sínodo dos Bispos.
Vigia, vigia com amor sobre toda a grei, na qual o Espírito Santo te insere para reger a Igreja de Deus. Vigia, não adormeças, vigia, sê uma sentinela, e que o Senhor te acompanhe, que Ele te acompanhe nesta vigilância que hoje te confio em nome do Pai, cuja imagem tu tornas presente; em nome do seu Filho Jesus Cristo, pelo qual foste constituído mestre, sacerdote e pastor; e em nome do Espírito Santo, que dá vida à Igreja e, com o seu poder, sustenta a nossa debilidade.


Fonte: Santa Sé