segunda-feira, 5 de maio de 2014

Homilia do Papa na Missa pela Canonização de São José de Anchieta

SANTA MISSA DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA CANONIZAÇÃO DE SÃO JOSÉ DE ANCHIETA
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Igreja de Santo Inácio de Loyola - Roma
Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

No trecho do Evangelho que há pouco ouvimos os discípulos não conseguem acreditar na alegria que sentem, pois não podem crer por causa desta alegria. Assim diz o Evangelho. Analisemos a cena: Jesus ressuscitou, os discípulos de Emaús narraram a sua experiência: também Pedro afirma que O viu. Sucessivamente, o próprio Senhor aparece na sala e diz-lhes: «A paz esteja convosco!». Vários sentimentos irrompem nos corações dos discípulos: medo, surpresa, dúvida e, finalmente, alegria. Um júbilo tão grande que, devido a esta alegria, «não conseguiam acreditar». Estavam assustados, transtornados, e Jesus, praticamente esboçando um sorriso, pede-lhes algo para comer e começa a explicar as Escrituras, abrindo-lhes a mente para que pudessem compreendê-las. É o momento da admiração, do encontro com Jesus Cristo, onde tanta alegria não nos parece verdadeira; ainda mais, assumir a alegria, o júbilo daquele instante, parece-nos arriscado e sentimos a tentação de nos refugiarmos no cepticismo, no «não exageres!». É mais fácil acreditar num fantasma do que em Cristo vivo! É mais fácil ir ter com um necromante que nos prediz o futuro, que nos lê as cartas, do que ter confiança na esperança de um Cristo vencedor, de um Cristo que venceu a morte! É mais fácil uma ideia, uma imaginação, do que a docilidade a este Senhor que ressuscita da morte e só Deus sabe para que nos convida! Este processo de relativizar tanto a fé acaba por nos afastar do encontro, distanciando-nos da carícia de Deus. É como se «destilássemos» a realidade do encontro com Jesus Cristo no alambique do medo, no alambique da segurança excessiva, do desejo de controlarmos nós mesmos o encontro. Os discípulos tinham medo da alegria... e também nós!
A leitura dos Actos dos Apóstolos fala-nos de um paralítico. Ouvimos somente a segunda parte da história, mas todos nós conhecemos a transformação deste homem, aleijado de nascença, prostrado à porta do Templo a pedir esmolas, sem nunca atravessar o seu limiar, e como os seus olhos fitaram o olhar dos Apóstolos, esperando que lhe dessem algo. Pedro e João não podiam oferecer-lhe nada daquilo que ele procurava: nem ouro nem prata. E ele, que tinha permanecido sempre à porta, entra agora com os próprios pés, saltando e louvando a Deus, celebrando as suas maravilhas. E a sua alegria é contagiosa. É isto que nos diz a Escritura de hoje: as pessoas estavam cheias de enlevo e, admiradas, acorriam para ver esta maravilha! E no meio daquela confusão, daquela estupefacção, Pedro anunciava a mensagem. A alegria do encontro com Jesus Cristo, aquela que temos tanto medo de aceitar, é contagiosa e clama o anúncio: é ali que a Igreja cresce! O paralítico acredita, porque «a Igreja não se desenvolve por proselitismo, mas por atracção»; a atracção do testemunho daquela alegria que anuncia Jesus Cristo. Este testemunho que nasce da alegria acolhida e em seguida transformada em anúncio. Trata-se da alegria fundante! Sem esta alegria, sem este júbilo não se pode fundar uma Igreja! Não se consegue instituir uma comunidade cristã! É uma alegria apostólica, que se irradia, que se propaga. Como Pedro, também eu me interrogo: «Sou capaz, como Pedro, se me sentar ao lado do meu irmão e de lhe explicar lentamente a dádiva da Palavra que recebi e de o contagiar com a minha alegria? Sou capaz de convocar ao meu redor o entusiasmo daqueles que descobrem em nós o milagre de uma vida nova, que não se consegue controlar, e à qual devemos docilidade porque nos atrai e nos conduz? E esta vida nova nasce do encontro com Cristo?
Também são José de Anchieta soube comunicar o que ele mesmo experimentara com o Senhor, aquilo que tinha visto e ouvido dele; o que o Senhor lhe comunicava nos seus exercícios. Ele, juntamente com Nóbrega, é o primeiro jesuíta que Inácio envia para a América. Um jovem de 19 anos... Era tão grande a alegria que ele sentia, era tão grande o seu júbilo, que fundou uma Nação: lançou os fundamentos culturais de uma Nação em Jesus Cristo. Não estudou teologia, também não estudou filosofia, era um jovem! No entanto, sentiu sobre si mesmo o olhar de Jesus Cristo e deixou-se encher de alegria, escolhendo a luz. Esta foi e é a sua santidade. Ele não teve medo da alegria.
São José de Anchieta escreveu um maravilhoso hino à Virgem Maria à Qual, inspirando-se no cântico de Isaías 52, compara o mensageiro que proclama a paz, que anuncia a alegria da Boa Notícia. Ela, que naquela madrugada de Domingo sem sono por causa da esperança, não teve medo da alegria, nos acompanhe no nosso peregrinar, convidando todos a levantar-se, a renunciar às paralisias para entrar juntos na paz e na alegria que nos promete Jesus, Senhor Ressuscitado.

Fonte: Santa Sé

Catequese do Papa sobre a Ressurreição

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
«Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?»

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Esta é a semana da alegria: celebramos a Ressurreição de Jesus! É um júbilo autêntico, profundo, baseado na certeza de que Cristo ressuscitado já não morre, mas está vivo e age na Igreja e no mundo. Tal certeza habita o coração dos crentes a partir daquela manhã de Páscoa, quando as mulheres foram ao sepulcro de Jesus e os anjos lhes disseram: «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?» (Lc 24, 5). «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?». Estas palavras constituem como que um marco miliário na história; mas também uma «pedra de tropeço», se não nos abrirmos à Boa Notícia, se pensarmos que incomoda menos um Jesus morto do que um Jesus vivo! Ao contrário, quantas vezes no nosso caminho quotidiano temos necessidade de ouvir dizer: «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?». Quantas vezes nós procuramos a vida entre as coisas mortas, no meio daquilo que não pode dar vida, entre as coisas que hoje existem e amanhã já deixarão de existir, entre as coisas passageiras... «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?».
Precisamos disto quando nos fechamos em qualquer forma de egoísmo ou de auto-satisfação; quando nos deixamos seduzir pelos poderes terrenos e pelas coisas deste mundo, esquecendo Deus e o próximo; quando depositamos as nossas esperanças em vaidades mundanas, no dinheiro e no sucesso. Então a Palavra de Deus diz-nos: «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?». Por que estás a procurar ali? Aquilo não te pode dar vida! Sim, talvez te proporcione a alegria de um minuto, de um dia, de uma semana, de um mês... e depois? «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?». Esta frase deve entrar no nosso coração e devemos repeti-la. Repitamo-la juntos três vezes? Façamos este esforço? Todos: «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?» [repete com a multidão]. Hoje, quando voltarmos para casa, repitamo-la de coração, em silêncio, e interrogando-nos: por que, na vida, procuro entre os mortos Aquele que está vivo? Isto far-nos-á bem!
Não é fácil abrir-se a Jesus. Não é espontâneo aceitar a vida do Ressuscitado e a sua presença no meio de nós. O Evangelho faz-nos ver várias reacções: do apóstolo Tomé, de Maria de Magdala e dos dois discípulos de Emaús: faz-nos confrontar-nos com eles. Tomé põe uma condição para a fé, pede para tocar a evidência, as chagas; Maria Madalena chora, vê-o, mas não o reconhece, só compreende que é Jesus quando Ele a chama por nome; os discípulos de Emaús, deprimidos e com sentimentos de derrota, chegam ao encontro com Jesus, deixando-se acompanhar por aquele viandante misterioso. Cada qual por caminhos diferentes! Procuravam entre os mortos Aquele que está vivo, e foi o próprio Senhor quem corrigiu a rota. Quanto a mim, o que faço? Que caminho sigo para me encontrar com Cristo vivo? Ele estará sempre próximo de nós para corrigir a rota, quando erramos.
«Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?» (Lc 24, 5). Esta pergunta faz-nos superar a tentação de olhar para trás, para aquilo que aconteceu ontem, e impele-nos para a frente, rumo ao futuro. Jesus não está no sepulcro, é o Ressuscitado! Ele é o Vivente, Aquele que renova sempre o seu corpo, que é a Igreja, e fá-lo caminhar atraindo-o a Si. «Ontem» é o sepulcro de Jesus e o túmulo da Igreja, o sepulcro da verdade e da justiça; «hoje» é a Ressurreição perene para a qual nos impele o Espírito Santo, conferindo-nos a plena liberdade.
Hoje também a nós é dirigida esta interrogação. Tu, por que procuras entre os mortos Aquele que está vivo, tu que te fechas em ti mesmo depois de uma falência, tu que já não tens a força para rezar? Por que buscas entre os mortos Aquele que está vivo, tu que te sentes só, abandonado pelos amigos e talvez até por Deus? Por que buscas entre os mortos Aquele que está vivo, tu que perdeste a esperança, tu que te sentes prisioneiro dos teus pecados? Por que buscas entre os mortos Aquele que está vivo, tu que aspiras à beleza, à perfeição espiritual, à justiça e à paz?
Temos necessidade de ouvir que nos repitam e de nos recordarmos uns aos outros a admoestação do anjo! Esta admoestação, «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?», ajuda-nos a sair dos nossos espaços de tristeza e abre-nos aos horizontes da alegria e da esperança. Aquela esperança que remove as pedras dos sepulcros e encoraja a anunciar a Boa Nova, capaz de gerar vida nova para os outros. Repitamos esta frase do anjo, para a manter no coração e na memória, e depois cada um responda em silêncio: «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?». Repitamo-la! [repete com a multidão]. Olhai, irmãos e irmãs, Ele está vivo, está connosco! Não visitemos os numerosos sepulcros que hoje nos prometem algo, a beleza, e depois nada nos dão! Ele está vivo! Não procuremos entre os mortos Aquele que está vivo! Obrigado.


Fonte: Santa Sé

Fotos da Semana Santa no Rito Bizantino em Moscou

Na última Semana Santa, Sua Beatitude Kirill, Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, celebrou os ofícios litúrgicos segundo o rito bizantino na Catedral de Cristo Salvador em Moscou.

Com esta postagem mostramos um pouco do esplendor da Liturgia Bizantina e da piedade dos cristãos ortodoxos, que inclusive participam das longas celebrações da Semana Santa em pé!

Domingo de Ramos




Segunda-feira: Preparação do Santo Myron (Óleo do Crisma)



sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fotos da Semana Santa no Rito Ambrosiano em Milão

A Arquidiocese de Milão (Itália) possui um rito próprio, o Rito Ambrosiano que, como o próprio nome indica, remonta a Santo Ambrósio (século IV), com pequenas diferenças em relação ao Rito Romano.

No último mês de abril, o Arcebispo, Cardeal Angelo Scola celebrou na Catedral, mais conhecida como o Duomo di Milano, os ofícios litúrgicos da Semana Santa segundo o Rito Ambrosiano.


Dia 13 de abril: Domingo de Ramos

Bênção dos ramos
Procissão
Evangelho
Abraço da paz
Consagração

Fotos da Semana Santa na Forma Extraordinária em Norwalk

Na última Semana Santa, celebraram-se na igreja de Santa Maria em Norwalk (Connecticut, EUA) todos os ofícios litúrgicos segundo a Forma Extraordinária do Rito Romano.

Seguem algumas fotos, da Society of St. Huhgh of Cluny:

Domingo de Ramos (ou II da Paixão)

Bênção dos ramos

Procissão
Ofício das Trevas na Quarta-feira Santa



Fotos da Semana Santa em Frederico Westphalen

Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo Diocesano de Frederico Westphalen (RS), presidiu na Catedral Santo Antônio as celebrações da última Semana Santa.

Seguem algumas fotos das principais celebrações:

Missa e Procissão no Domingo de Ramos (13.04.2014)

Dom Keller com os diáconos assistentes
Procissão

Fieis na Catedral
Narrativa da Paixão

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Fotos do Domingo de Páscoa na Forma Extraordinária

Na manhã do Domingo de Páscoa, Dom Fernando Areas Rifan celebrou na igreja principal da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney em Campos dos Goytacazes (RJ) a Santa Missa do Domingo da Ressurreição segundo a Forma Extraordinária do Rito Romano.


Procissão de entrada

Alocução do bispo
Orações ao pé do altar
Glória