sexta-feira, 11 de abril de 2014

Fotos de Ordenação Episcopal na Ucrânia

No último dia 07 de abril, Sua Beatitude Dom Sviatoslav Shevshuk, Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana celebrou na Catedral da Ressurreição em Kiev a Divina Liturgia da Festa da Anunciação do Senhor (segundo o calendário juliano).

Durante a celebração, foi ordenado bispo Dom Mikhaylo Bubniy, nomeado Exarca de Odessa (Ucrânia). Os co-sagrantes foram Dom Ihor Vozniak (Arcebispo de Lviv) e Dom Volodymyr Vivtyshyn (Arcebispo de Ivano-Frankivsk).

Após a Divina Liturgia, Dom Sviatoslav abençoou um novo sino para a Catedral.

Procissão


Litania da Paz

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Nota de falecimento: Cardeal Emmanuel Delly

Com pesar noticiamos o falecimento no dia de ontem, 08 de abril de 2014, de Sua Beatitude Cardeal Emmanuel III Delly, Patriarca Emérito de Babilônia dos Caldeus.


Emmanuel Karim Delly nasceu em 06 de outubro de 1927, na cidade de Telkaif, Iraque. Ordenado presbítero em 21 de Dezembro de 1952, exerceu seu ministério na Arqui-Eparquia de Mossul dos Caldeus, no Iraque.

Em Dezembro de 1962, foi eleito Bispo Auxiliar de Babilônia dos Caldeus e Titular de Palaeopolis, sendo ordenado em 19 de abril de 1963. 


No dia 24 de Outubro de 2003, após a morte do Patriarca Raphaël I Bidawid, foi eleito Patriarca de Bailônia dos Caldeus e Arcebispo de Bagdá, com o título de Emmanuel III. Sua eleição foi confirmada pelo Papa João Paulo II em dezembro do mesmo ano.

Foi elevado a Cardeal pelo Papa Bento XVI em 24 de Novembro de 2007. Como Patriarca de uma das igrejas orientais católicas, passou a integrar no Colégio Cardinalício a Ordem dos Bispos, com seu título próprio: Babilônia dos Caldeus.


Em 19 de Dezembro de 2012 apresentou sua renúncia ao ofício de Patriarca. Seu sucessor, o Patriarca Louis Raphaël I Sako foi eleito em fevereiro do ano seguinte.

Tendo sido criado Cardeal com mais de 80 anos, não participou de nenhum conclave.

Informações: Catholic Hierarchy

terça-feira, 8 de abril de 2014

Tonsura e Ordens Menores na Forma Extraordinária

No último dia 03 de abril, Dom Fernando Areas Rifan celebrou no Seminário da Administração Apostólica Pessoal São João Mariva Vianney em Campos dos Goytacazes (RJ) a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, durante a qual conferiu a Tonsura a 4 seminaristas e as ordens menores do Ostiarado e do Leitorado a 2 seminaristas.

Monição inicial
Apresentação dos candidatos

Tonsura (corte simbólico do cabelo)

Catequese do Papa sobre o Matrimônio

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Caros irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje concluímos o ciclo de catequeses sobre os Sacramentos, falando sobre o Matrimónio. Este Sacramento leva-nos ao cerne do desígnio de Deus, que é um plano de aliança com o seu povo, com todos nós, um desígnio de comunhão. No início do livro do Génesis, o primeiro livro da Bíblia, coroando a narração sobre a criação, afirma-se: «Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher... Por isso, o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne» (Gn 1, 27; 2, 24). A imagem de Deus é o casal no matrimónio: o homem e a mulher; não só o homem, não somente a mulher, mas os dois juntos. Esta é a imagem de Deus: o amor, a aliança de Deus connosco está representada na aliança entre o homem e a mulher. Isto é muito bonito! Somos criados para amar, como reflexo de Deus e do seu amor. Na união conjugal o homem e a mulher realizam esta vocação no sinal da reciprocidade e da comunhão de vida plena e definitiva.
Quando um homem e uma mulher celebram o sacramento do Matrimónio, Deus, por assim dizer, «espelha-se» neles, imprime neles os seus lineamentos e o carácter indelével do seu amor. O matrimónio é o ícone do amor de Deus por nós. Com efeito, também Deus é comunhão: as três Pessoas do Pai, Filho e Espírito Santo vivem desde sempre e para sempre em unidade perfeita. É precisamente nisto que consiste o mistério do Matrimónio: dos dois esposos Deus faz uma só existência. A Bíblia usa uma expressão forte e diz «uma só carne», tão íntima é a união entre o homem e a mulher no matrimónio! Eis precisamente o mistério do matrimónio: o amor de Deus reflecte-se no casal que decide viver junto. Por isso, o homem deixa a sua casa, a casa dos seus pais, e vai viver com a sua mulher, unindo-se tão fortemente a ela que os dois se tornam - reza a Bíblia - uma só carne.
Na Carta aos Efésios, São Paulo frisa que nos esposos cristãos se reflecte um mistério grandioso: a relação instaurada por Cristo com a Igreja, uma relação nupcial (cf. Ef 5, 21-33). A Igreja é a esposa de Cristo. Esta é a relação. Isto significa que o Matrimónio corresponde a uma vocação específica e deve ser considerado uma consagração (cf.Gaudium et spes, 48; Familiaris consortio, 56). É uma consagração: o homem e a mulher são consagrados no seu amor. Com efeito, em virtude do Sacramento, os esposos são revestidos de uma autêntica missão, para que possam tornar visível, a partir das realidades simples e ordinárias, o amor com que Cristo ama a sua Igreja, continuando a dar a vida por ela na fidelidade e no serviço.
No sacramento do Matrimónio há um desígnio deveras maravilhoso! E realiza-se na simplicidade e até na fragilidade da condição humana. Bem sabemos quantas dificuldades e provas enfrenta a vida de dois esposos... O importante é manter viva a união com Deus, que está na base do vínculo conjugal. E verdadeira unidade é sempre com o Senhor. Quando a família reza, o vínculo mantém-se. Quando o esposo reza pela esposa, e a esposa ora pelo esposo, aquela união revigora-se; um reza pelo outro. É verdade que na vida matrimonial existem muitas dificuldades, muitas; que o trabalho, que o dinheiro não é suficiente, que os filhos enfrentam problemas. Tantas dificuldades! E muitas vezes o marido e a esposa tornam-se um pouco nervosos e brigam entre si. Discutem, é assim, sempre se alterca no matrimónio, e às vezes até voam pratos! Mas não devem entristecer-se por isso, pois a condição humana é mesmo assim! E o segredo é que o amor é mais forte do que o momento do litígio, e é por isso que eu aconselho sempre aos cônjuges: não deixeis que termine o dia em que discutistes, sem fazer as pazes. Sempre! E para fazer as pazes não é necessário chamar as Nações Unidas, que venham a casa para instaurar a paz. É suficiente um pequeno gesto, uma carícia... E até amanhã! E amanhã tudo recomeça! Esta é a vida. É preciso levá-la adiante assim, levá-la em frente com a coragem de querer vivê-la juntos. E isto é grandioso, é bonito! A vida matrimonial é realmente bela, e devemos preservá-la sempre, cuidando dos filhos. Outras vezes eu já disse nesta Praça algo que contribui muito para a vida matrimonial. Trata-se de três palavras que é necessário pronunciar sempre, três palavras que devem existir sempre em casa: com licença, obrigado, desculpa. Eis as três palavras mágicas. Com licença: para não se intrometer na vida dos cônjuges. Com licença, como te parece isto? Com licença, permite-me. Obrigado: agradecer ao cônjuge; obrigado por aquilo que fizeste por mim, obrigado por isto. A beleza da gratidão! E dado que todos nós erramos, há outra palavra um pouco difícil de pronunciar, mas necessária: desculpa. Com licença, obrigado e desculpa. Com estas três palavras, com a oração do esposo pela esposa e vice-versa, voltando a fazer as pazes sempre antes que o dia termine, o matrimónio irá em frente. As três palavras mágicas, a oração e fazer as pazes sempre! Que o Senhor vos abençoe e orai por mim!


Fonte: Santa Sé

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Fotos da Celebração Penitencial no Vaticano

No último dia 28 de março, Sua Santidade o Papa Francisco presidiu na Basílica Vaticana uma Celebração Penitencial com a Confissão e Absolvição Individuais (cf. Ritual da Penitência, n. 48-59). Esta celebração abriu as "24 horas para o Senhor", iniciativa do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização.

O Santo Padre durante a celebração ouviu a confissão de alguns penitentes. Antes, porém, ele próprio confessou-se com um dos sacerdotes disponíveis.

Os cerimoniários assistentes foram os Monsenhores Guido Marini e Pier Enrico Stefanetti. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Oração inicial
Durante as leituras

Imposição do incenso para o Evangelho
Homilia

Homilia do Papa na Celebração Penitencial

CELEBRAÇÃO DA PENITÊNCIA
RITO PARA A RECONCILIAÇÃO DE PENITENTES 
COM A CONFISSÃO E A ABSOLVIÇÃO INDIVIDUAL
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
Sexta-feira, 28 de Março de 2014

No período da Quaresma a Igreja, em nome de Deus, renova o apelo à conversão. É a chamada a mudar de vida. Converter-se não é questão de um momento ou de um período do ano, é compromisso que dura toda a vida. Quem de nós pode presumir que não é pecador? Ninguém. Todos o somos. O apóstolo João escreve: «Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de qualquer injustiça» (1 Jo 1, 8-9). É o que acontece também nesta celebração e em toda esta jornada penitencial. A Palavra de Deus que ouvimos introduz-nos em dois elementos essenciais da vida cristã.
O primeiro: Revestir-nos do homem novo. O homem novo, «criado segundo Deus» (Ef 4, 24), nasce no Baptismo, onde se recebe a própria vida de Deus, que nos torna seus filhos e nos incorpora a Cristo e à sua Igreja. Esta vida permite que olhemos para a realidade com um olhar diverso, deixando de estar distraídos pelas coisas que não contam e não podem durar por muito tempo, pelas coisas que acabam com o tempo. Por isto somos chamados a abandonar os comportamentos do pecado e fixar o olhar no essencial: «O homem vale mais por aquilo que é do que por aquilo que tem» (Gaudium et spes, 35). Eis a diferença entre a vida deformada pelo pecado e a que é iluminada pela graça. Do coração do homem renovado segundo Deus provêm os comportamentos bons: falar sempre com verdade e evitar toda a mentira; não roubar, mas antes partilhar com os outros quanto se possui, sobretudo com quem está em necessidade; não ceder à ira, ao rancor e à vingança, mas ser mansos, magnânimos e prontos ao perdão; não cair na difamação que arruína a boa fama das pessoas, mas olhar mais para o lado positivo de cada um. Trata-se de nos revestirmos do homem novo, com estas atitudes novas.
O segundo elemento: Permanecer no amor. O amor de Jesus Cristo dura para sempre, nunca terá fim porque é a própria vida de Deus. Este amor vence o pecado e dá a força para se reerguer e recomeçar, porque com o perdão o coração renova-se e rejuvenesce. Todos o sabemos: o nosso Pai nunca se cansa de amar e os seus olhos não se cansam de olhar para o caminho de casa, para ver se o filho que foi embora e se perdeu regressa. Podemos falar na esperança de Deus: o nosso Pai espera-nos sempre, não só nos deixa a porta aberta, mas espera-nos. Ele está envolvido neste esperar os filhos. E este Pai nunca se cansa nem sequer de amar o outro filho que, apesar de estar sempre em casa com ele, não participa da sua misericórdia, da sua compaixão. Deus não só está na origem do amor, mas em Jesus Cristo chama-nos a imitar o seu mesmo modo de amar: «Assim como eu vos amei, amai-vos também vós uns aos outros» (Jo 13, 34). Na medida em que os cristãos vivem este amor, tornam-se no mundo discípulos credíveis de Cristo. O amor não pode suportar de ficar fechado em si mesmo. Por sua natureza é aberto, difunde-se e é fecundo, gera sempre novo amor.
Queridos irmãos e irmãs, depois desta celebração, muitos de vós tornar-se-ão missionários para propor a outros a experiência da reconciliação com Deus. «24 horas pelo Senhor» é a iniciativa à qual aderiram tantas dioceses em todas as partes do mundo. A quantos encontrardes, podereis comunicar a alegria de receber o perdão do Pai e de reencontrar a amizade plena com Ele. E dir-lhes-eis que o nosso Pai nos espera, que o nosso Pai nos perdoa, e mais, faz festa. Se fordes ter com Ele com toda a tua vida, até com muitos pecados, em vez de te reprovar faz festa: é assim o nosso Pai. É isto que deveis dizer, dizê-lo a muitas pessoas, hoje. Quem experimenta a misericórdia divina, é estimulado a tornar-se artífice de misericórdia entre os homens e os pobres. Nestes «irmãos mais pequeninos» Jesus espera-nos (cf. Mt 25, 40); recebamos misericórdia e demos misericórdia! Vamos ao seu encontro e celebremos a Páscoa na alegria de Deus!


Fonte: Santa Sé

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ata da morte do Papa João Paulo II

Hoje, 2 de abril de 2014, celebramos o nono ano da morte do Bem-aventurado Papa João Paulo II. Na iminência de sua canonização no próximo dia 27 e para perpétua memória de seu insigne pontificado, publicamos aqui a ata de sua morte e sepultura:

OBITUS, DEPOSITIO ET TUMULATIO
IOANNIS PAULI PP II SANCTAE MEMORIAE

Na luz de Cristo ressuscitado dos mortos, a 2 de Abril do ano do Senhor de 2005, às 21: 37 horas da noite, quando o dia de sábado chegava ao fim, e já tínhamos entrado no dia do Senhor, Oitava de Páscoa e Domingo da Divina Misericórdia, o amado Pastor da Igreja, João Paulo II, passou deste mundo para o Pai. Toda a Igreja em oração acompanhou o seu trânsito, especialmente os jovens.

João Paulo II foi o 264º Papa. A sua memória permanece no coração da Igreja e da humanidade inteira.

Karol Wojtyla, eleito Papa a 16 de Outubro de 1978, nasceu em Wadowice, cidade a 50 quilómetros de Cracóvia, a 18 de Maio de 1920 e foi baptizado dois dias depois na Igreja paroquial pelo sacerdote Francisco Zak.

Aos nove anos recebeu a Primeira Comunhão e aos 18 o sacramento da Confirmação. Interrompidos os estudos, porque as forças de ocupação nazistas tinham fechado a Universidade, trabalhou numa mina e, em seguida, na fábrica Solvay.

A partir de 1942, sentindo-se chamado ao sacerdócio, frequentou os cursos de formação do seminário clandestino de Cracóvia. A 1 de Novembro de 1946 recebeu a ordenação sacerdotal das mãos do Cardeal Adam Sapieha. Depois foi enviado para Roma, onde obteve a licenciatura e o doutoramento em teologia, com a tese que tinha por título Doctrina de fide apud Sanctum Ioannem a Cruce.

Regressou depois à Polónia, onde desempenhou alguns cargos pastorais e ensinou as sagradas disciplinas. A 4 de Julho de 1958, o Papa Pio XII nomeou-o Bispo Auxiliar de Cracóvia. E Paulo VI, em 1964, destinou-o à mesma sede como Arcebispo. Como tal interveio no Concílio Vaticano II. Paulo VI criou-o Cardeal a 26 de Junho de 1967.

No Conclave foi eleito Papa pelos Cardeais a 16 de Outubro de 1978 e assumiu o nome de João Paulo II. A 22 de Outubro, Dia do Senhor, iniciou solenemente o seu ministério Petrino.

O pontificado de João Paulo II foi um dos mais longos da história da Igreja. Nesse período, sob vários aspectos, verificaram-se muitas mudanças. Conta-se a queda de certos regimes, para a qual ele mesmo contribuiu. A fim de anunciar o Evangelho realizou muitas viagens, em várias nações.

João Paulo II exerceu o ministério Petrino com incansável espírito missionário, dedicando todas as suas energias impelido pela sollicitudo omnium ecclesiarum e pela caridade aberta à humanidade inteira. Mais do que qualquer Predecessor encontrou o Povo de Deus e os Responsáveis das Nações, nas Celebrações, nas Audiências gerais e especiais e nas Visitas pastorais.

O seu amor pelos jovens estimulou-o a iniciar as Jornadas Mundiais da Juventude, convocando milhões de jovens em várias partes do mundo.

Promoveu com sucesso o diálogo com os judeus e com os representantes das outras religiões, convocando-os por vezes em encontros de oração pela paz, especialmente em Assis.

Alargou notavelmente o Colégio dos Cardeais, criando 231 (mais um in pectore). Convocou 15 Assembleias do Sínodo dos Bispos, 7 gerais ordinárias e 8 especiais. Erigiu numerosas Dioceses e Circunscrições, em particular no leste europeu.

Reformou os Códigos de Direito Canónico Ocidental e Oriental, criou novas Instituições e reorganizou a Cúria Romana.

Como "sacerdos magnus" exerceu o ministério litúrgico na Diocese de Roma e em todo o mundo, em plena fidelidade ao Concílio Vaticano II. Promoveu de maneira exemplar a vida e a espiritualidade litúrgica e a oração contemplativa, especialmente a adoração eucarística e a oração do Santo Rosário (cf. Carta apost. Rosarium Virginis Mariae).

Sob a sua guia a Igreja aproximou-se do terceiro milénio e celebrou o Grande Jubileu do Ano 2000, segundo as orientações indicadas com a Carta apostólica Tertio millennio adveniente.

Depois, a Igreja aproximou-se da nova era, recebendo para ela novas indicações na Carta apostólica Novo millennio ineunte, na qual se mostrava aos fiéis o caminho do tempo futuro. 

Com o Ano da Redenção, o Ano Mariano e o Ano da Eucaristia, promoveu a renovação espiritual da Igreja. Deu um extraordinário impulso às canonizações e beatificações, para mostrar inumeráveis exemplos da santidade de hoje, que servissem de estímulo aos homens do nosso tempo. Proclamou Doutora da Igreja Santa Teresa do Menino Jesus.

O magistério doutrinal de João Paulo II é muito rico. Guarda do depósito da fé, ele dedicou-se com sabedoria e coragem à promoção da doutrina católica, teológica, moral e espiritual, e a contrastar durante todo o seu Pontificado tendências contrárias à genuína tradição da Igreja.

Entre os documentos principais contam-se 14 Encíclicas, 15 Exortações apostólicas, 11 Constituições apostólicas, 45 Cartas apostólicas, além das Catequeses propostas nas Audiências gerais e das alocuções pronunciadas em todas as partes do mundo. Com o seu ensinamento João Paulo II confirmou e iluminou o Povo de Deus com a doutrina teológica (sobretudo nas primeiras três grandes Encíclicas Redemptor hominis, Dives in misericordia, Dominum et vivificantem), antropológica e social (Encíclicas Laborem exercens, Sollicitudo rei socialis, Centesimus annus), moral (Encíclicas Veritatis splendor, Evangelium vitae), ecuménica (Encíclica Ut unum sint), missiológica (Encíclica Redemptionis missio), mariológica (Encíclica Redemptoris Mater).

Promulgou o Catecismo da Igreja Católica, à luz da Tradição, autorizadamente interpretada pelo Concílio Vaticano II.

O seu magistério culminou na Encíclica Ecclesia de Eucharistia e na Carta apostólica Mane nobiscum Domine, durante o Ano da Eucaristia.

João Paulo II deixou a todos um testemunho admirável de piedade, de vida santa e de paternidade universal.

As testemunhas das celebrações e da inumação.

CORPUS IOANNIS PAULI P.M.
VIXIT ANNOS LXXXIV, MENSES X DIES XV
ECCLESIAE UNIVERSAE PRAEFUIT
ANNOS XXVI MENSES V DIES XVII

Semper in Christo vivas, Pater Sancte!


Fonte: Santa Sé