domingo, 12 de janeiro de 2014

Papa Francisco nomeia novos Cardeais

Na manhã de hoje, 12 de janeiro, durante a tradicional oração do Angelus, o Papa Francisco anunciou que no próximo dia 22 de fevereiro, Festa da Cátedra de São Pedro, presidirá o primeiro Consistório para criação de Cardeais de seu pontificado.

Os 16 novos Cardeais eleitores nomeados, provenientes de 12 países, são:

1. Dom Pietro Parolin (59 anos), Arcebispo Titular de Acquapendente e Secretário de Estado da Santa Sé.

2. Dom Lorenzo Baldisseri (73 anos), Arcebispo Titular de Diocleziana e Secretário Geral do Sínodo dos Bispos (Núncio Apostólico no Brasil de 2002 a 2012).

3. Dom Gerhard Ludwig Müller (66 anos), Arcebispo Emérito de Regensburg (Alemanha) e Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

4. Dom Beniamino Stella (72 anos), Arcebispo Titular de Midila e Prefeito da Congregação para o Clero.

5. Dom Vicente Gerard Nichols (68 anos), Arcebispo de Westminster (Inglaterra).

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Vídeos das celebrações do Papa no Segundo Semestre de 2013

Seguem abaixo os vídeos das celebrações presididas por Sua Santidade o Papa Francisco no segundo semestre (julho a dezembro) do ano de 2013:

Missa com os Seminaristas e Noviças
07.07.2013

Missa na Visita a Lampedusa (Itália)
08.07.2013

Missa no Santuário de Aparecida (Brasil)
24.07.2013

Cerimônia de acolhida da JMJ
25.07.2013

Via Sacra na JMJ
26.07.2013


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Fotos da Solenidade da Santa Mãe de Deus no Vaticano

No último dia 01 de janeiro, Sua Santidade o Papa Francisco celebrou na Basílica Vaticana a Santa Missa da Solenidade da Santa Mãe de Deus.

Assistido pelos Monsenhores Guido Marini e Jean-Pierre Kwambamba Masi, o Santo Padre usou uma casula branca com detalhes azuis, cor geralmente relacionada a Virgem Maria.

O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada


Incensação da imagem brasileira da Virgem Maria
Ritos iniciais

Homilia do Papa na Solenidade da Santa Mãe de Deus

SANTA MISSA NA SOLENIDADE
DE MARIA SANTÍSSIMA MÃE DE DEUS
XLVII DIA MUNDIAL DA PAZ
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
Quarta-feira, 1° de Janeiro de 2014

A primeira leitura propôs-nos a antiga súplica de bênção que Deus sugerira a Moisés, para que a ensinasse a Aarão e seus filhos: «O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz» (Nm 6, 24-26). É muito significativo ouvir estas palavras de bênção no início dum novo ano: acompanharão o nosso caminho neste tempo que se abre diante de nós. São palavras que dão força, coragem e esperança; não uma esperança ilusória, assente em frágeis promessas humanas, nem uma esperança ingénua que imagina melhor o futuro, simplesmente porque é futuro. Esta esperança tem a sua razão de ser precisamente na bênção de Deus; uma bênção que contém os votos maiores, os votos da Igreja para cada um de nós, repletos da protecção amorosa do Senhor, da sua ajuda providente.
Os votos contidos nesta bênção realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, enquanto destinada a tornar-Se a Mãe de Deus, e realizaram-se n’Ela antes de toda a criatura.
Mãe de Deus. Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se duma qualidade, duma função que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu.
Lembremos aquele momento importante da história da Igreja Antiga que foi o Concílio de Éfeso, no qual se definiu com autoridade a maternidade divina da Virgem. Esta verdade da maternidade divina de Maria ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, no qual se venera a imagem da Mãe de Deus – a Theotokos – sob o título de Salus populi romani. Diz-se que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, se teriam congregado aos lados da porta da basílica onde estavam reunidos os Bispos e gritavam: «Mãe de Deus!» Os fiéis, pedindo que se definisse oficialmente este título de Nossa Senhora, demonstravam reconhecer a sua maternidade divina. É a atitude espontânea e sincera dos filhos, que conhecem bem a sua Mãe, porque A amam com imensa ternura. Mais ainda: é o sensus fidei do povo santo de Deus que nunca, na sua unidade, nunca erra.
Desde sempre Maria está presente no coração, na devoção e sobretudo no caminho de fé do povo cristão. «A Igreja caminha no tempo (...). Mas, nesta caminhada, a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria» (João Paulo II, Enc. Redemptoris Mater, 2). O nosso itinerário de fé é igual ao de Maria; por isso, A sentimos particularmente próxima de nós! No que diz respeito à fé, que é o fulcro da vida cristã, a Mãe de Deus partilhou a nossa condição, teve de caminhar pelas mesmas estradas, às vezes difíceis e obscuras, trilhadas por nós, teve de avançar pelo «caminho da fé»  (Conc. Ecum. Vat. II, Const. Lumen gentium, 58).
O nosso caminho de fé está indissoluvelmente ligado a Maria, desde o momento em que Jesus, quando estava para morrer na cruz, no-La deu como Mãe, dizendo: «Eis a tua mãe!» (Jo 19, 27). Estas palavras têm o valor dum testamento, e dão ao mundo uma Mãe. Desde então, a Mãe de Deus tornou-Se também nossa Mãe! Na hora em que a fé dos discípulos se ia quebrantando com tantas dificuldades e incertezas, Jesus confiava-lhes Aquela que fora a primeira a acreditar e cuja fé não desfaleceria jamais. E a «mulher» torna-Se nossa Mãe, no momento em que perde o Filho divino. O seu coração ferido dilata-se para dar espaço a todos os homens, bons e maus, todos; e ama-os como os amava Jesus. A mulher que, nas bodas de Caná da Galileia, dera a sua colaboração de fé para a manifestação das maravilhas de Deus na mundo, no Calvário mantém acesa a chama da fé na ressurreição do Filho, e comunica-a aos outros com carinho maternal. Assim Maria torna-Se fonte de esperança e de alegria verdadeira.
A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus, ajuda-nos a traduzir a nossa fé num anúncio, jubiloso e sem fronteiras, do Evangelho. Deste modo, a nossa missão será fecunda, porque está modelada pela maternidade de Maria. A Ela confiamos o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça, de paz e de Deus; e invoquemo-La todos juntos; sim, convido-vos a invocá-La três vezes, à imitação dos irmãos de Éfeso, dizendo-Lhe: Mãe de Deus! Mãe de Deus! Mãe de Deus! Amen.


Fonte: Santa Sé

Fotos das Vésperas da Santa Mãe de Deus no Vaticano

No dia 31 de dezembro de 2013, Sua Santidade o Papa Francisco presidiu na Basílica Vaticana as I Vésperas da Solenidade da Santa Mãe de Deus.

No final da celebração foi exposto o Santíssimo Sacramento, diante do qual cantou-se o Te Deum em ação de graças pelo encerramento do ano civil. Por fim, o Papa concedeu a bênção eucarística.

Assistiram ao Santo Padre os Monsenhores Guido Marini e Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Veneração da imagem do Menino Jesus

Hino
Salmodia

Homilia do Papa nas Vésperas da Santa Mãe de Deus

CELEBRAÇÃO DAS PRIMEIRAS VÉSPERAS
DA SOLENIDADE DE MARIA SANTÍSSIMA MÃE DE DEUS
E RECITAÇÃO DO TE DEUM
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
Terça-feira, 31 de Dezembro de 2013

O apóstolo João define o tempo presente de modo claro: «Chegou a última hora» (1 Jo 2, 18). Esta afirmação - que recorre na missa de 31 de Dezembro - significa que com a vinda de Deus na história já estamos no tempo «último», depois do qual a passagem final será a segunda e definitiva vinda de Cristo. Naturalmente fala-se aqui da qualidade do tempo, não da quantidade. Com Jesus veio a «plenitude» do tempo, plenitude de significado e plenitude de salvação. E não voltará a haver uma nova revelação, mas a manifestação plena do que Jesus já revelou. Neste sentido estamos na «última hora»; cada momento da nossa vida não é provisório, é definitivo, e cada uma das nossas acções estão cheias de eternidade; com efeito, a resposta que damos hoje a Deus que nos ama em Jesus Cristo, incide sobre o nosso futuro.
A visão bíblica e cristã do tempo e da história não é cíclica, mas linear: é um caminho que se orienta para um cumprimento. Por conseguinte, um ano que transcorreu não nos leva a uma realidade que acaba, mas a uma realidade que se cumpre, é mais um passo rumo à meta que está diante de nós: uma meta de esperança e uma meta de felicidade, porque encontramos Deus, razão da nossa esperança e fonte da nossa alegria.
No momento em que termina o ano de 2013, recolhamos, como que num cesto, os dias, as semanas, os meses que vivemos, para oferecer tudo ao Senhor. E questionemo-nos corajosamente: como vivemos o tempo que Ele nos concedeu? Usamo-lo sobretudo para nós mesmos, para os nossos interesses, ou soubemos usá-lo também para os outros? Quanto tempo dedicámos a estar com Deus, na oração, no silêncio, na adoração?
E depois consideremos: nós cidadãos romanos, pensamos também nesta cidade de Roma. O que aconteceu este ano? O que está a acontecer e o que acontecerá? Como é a qualidade da vida nesta Cidade? Depende de todos nós! Como é a qualidade da nossa «cidadania»? Este ano contribuímos, nas nossas possibilidades, para a tornar vivível, organizada, acolhedora? Com efeito, o rosto de uma cidade é como um mosaico cujas peças são todos os que nela habitam. Certamente, quem está investido de autoridade tem maiores responsabilidades, mas cada um de nós é co-responsável, no bem e no mal.
Roma é uma cidade com uma beleza única. O seu património espiritual e cultural é extraordinário. Contudo, também em Roma há tantas pessoas marcadas por misérias materiais e morais, pessoas pobres, infelizes, sofredoras, que interpelam a consciência de cada cidadão. Talvez em Roma se sinta mais forte este contraste entre o ambiente majestoso e cheio de beleza artística e o mal-estar social de quem tem mais dificuldades.
Roma é uma cidade cheia de turistas, mas também cheia de refugiados. Roma está cheia de pessoas que trabalham, mas também de pessoas que não encontram trabalho ou desempenham funções mal pagas e por vezes indignas; e todos têm o direito de ser tratados com a mesma atitude de acolhimento e de igualdade, porque cada um é portador de dignidade humana.
É o último dia do ano. O que faremos, como nos comportaremos no próximo ano, para melhorar um pouco a nossa Cidade? A Roma do ano novo terá um rosto mais bonito se for ainda mais rica de humanidade, hospitaleira, acolhedora, se todos nós estivermos atentos e formos generosos em relação a quem vive em dificuldade; se soubermos colaborar com espírito construtivo e solidário, para o bem de todos. A Roma do ano novo será melhor se não houver pessoas que olham para ela «de longe», para um postal, que olham para a sua vida só «da varanda», sem se interessar pelos tantos problemas humanos, problemas de homens e mulheres que, no final... e do princípio, quer queiramos quer não, são nossos irmãos. Nesta perspectiva, a Igreja de Roma sente-se comprometida a dar a sua contribuição para a vida e para o futuro da Cidade - é o seu dever -, sente-se comprometida a animá-la com o fermento do Evangelho, a ser sinal e instrumento da misericórdia de Deus.
Concluímos esta tarde o Ano do Senhor de 2013 agradecendo e também pedindo perdão. As duas coisas juntas: agradecendo e pedindo perdão. Agradecendo por todos os benefícios que Deus nos concedeu, e sobretudo pela sua paciência e fidelidade, que se manifestam na sucessão dos tempos, mas de modo singular na plenitude do tempo, quando «Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher» (Gl 4, 4). A Mãe de Deus, em cujo nome amanhã começaremos uma nova etapa da nossa peregrinação terrena, nos ensine a acolher o Deus feito homem, para que cada ano, mês e dia esteja repleto do seu Amor eterno. Assim seja!


Fonte: Santa Sé

domingo, 5 de janeiro de 2014

Fotos da Missa no encerramento do ano em Butiatuvinha

No dia 31 de Dezembro de 2013, o Revmo. Padre Elmo Heck celebrou a Santa Missa na Solenidade da Santa Mãe de Deus e em ação de graças pelo encerramento do ano civil na Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Butiatuvinha (Curitiba).

No final da Missa, foi solenemente exposto o Santíssimo Sacramento, diante do qual, após alguns momentos de oração silenciosa, rezou-se o Te Deum. Por fim, concedeu-se a bênção eucarística.

Destacamos o arranjo beneditino sobre o altar.

Procissão de entrada

Incensação do altar