segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O amito

O amito (do latim amicere, envolver, cobrir) é um lenço de tecido branco, geralmente de linho, munido de dois cordões, utilizado sempre conjuntamente com a alva/túnica durante as ações litúrgicas.


Veste comum a todos os ministros, o amito é o primeiro dos paramentos a se revestir, uma vez que sua finalidade é justamente encobrir as vestes de uso comum que aparecem junto ao pescoço quando o ministro veste a alva:

“Antes de vestir a alva, põe-se o amito, caso ela não encubra completamente as vestes comuns que circundam o pescoço” (IGMR, n. 336).

Papa Francisco fazendo uso do amito durante a JMJ
Por veste comum entende-se aqui tanto a veste civil quanto a veste talar (batina ou clergyman) ou hábito religioso. Nota-se que a Instrução Geral do Missal Romano dispensa o uso do amito quando a alva encobre totalmente as vestes comuns. Não obstante, seu uso é sempre recomendado, pois também evita que o suor do pescoço manche a alva/túnica.

Alguns modelos mais antigos do amito, sobretudo os utilizados por ordens religiosas, possuem um capuz. Este acréscimo recorda o simbolismo deste paramento: o “elmo da salvação”. Tal elmo deverá proteger os ministros de desejos ou pensamentos desordenados durante a celebração.

Sacerdote utilizando o amito com capuz
Além deste capuz o amito pode ser ornado com uma cruz no centro, de modo que esta fique disposta nas costas do ministro. Os bispos também podem usar cordões vermelhos ao invés de brancos no amito. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Os paramentos litúrgicos

Pelo nome de paramentos designam-se as vestes sagradas que são utilizadas pelos ministros nas celebrações litúrgicas, sobretudo na Celebração Eucarística.


Nos primeiros séculos da Igreja, na chamada “Era dos mártires”, a Liturgia era celebrada com as próprias vestes de uso comum. Somente após o fim da perseguição, no século IV, que se começa a distinguir as vestes de uso litúrgico das vestes de uso civil.

A partir do século VI, a Igreja toma para o uso litúrgico as vestes que eram de uso comum no Império Romano no início do cristianismo. Como neste período outras formas de vestuário são adotadas no cotidiano, as vestes mais antigas ficam restritas ao âmbito da Liturgia.

A partir do período carolíngio (século IX), passa-se a adotar vestes específicas para cada ministério litúrgico. Neste mesmo período são incorporadas à Liturgia as insígnias episcopais, estritamente ligadas aos paramentos. Por fim, no século XII, algumas vestes recebem uma diversidade de cores conforme os vários tempos litúrgicos.

Traçado este perfil histórico das vestes litúrgicas, pode-se compreender sua sacralidade. Como vestes sagradas, são literalmente “separadas” do uso comum para destinarem-se única e exclusivamente ao culto divino. Assim, tanto ministros quanto fieis podem mais facilmente perceber que aquele que desempenha um ministério litúrgico não o faz por si, mas em nome de Cristo e da Igreja. Em outras palavras, os paramentos “escondem o homem para revelar o ministro”.

Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote
Outra finalidade dos paramentos, como indicado pela Introdução do Missal Romano, é distinguir os vários ministérios: “na Igreja, que é o Corpo de Cristo, nem todos os membros desempenham a mesma função. Esta diversidade de funções na celebração da Eucaristia manifesta-se exteriormente pela diversidade das vestes sagradas, que por isso devem ser um sinal da função de cada ministro” (IGMR, n. 335).


Para a confecção das vestes sagradas, deve-se sempre ater à “nobre simplicidade” da qual deve resplandecer toda a Sagrada Liturgia. Pois “importa que as próprias vestes sagradas contribuam também para a beleza da ação sagrada” (IGMR, n. 335). Dada a dignidade do culto litúrgico no qual serão utilizadas, as vestes devem ser feitas de tecidos nobres e ornadas com “símbolos que indiquem o uso sagrado, excluindo-se os que não se prestam bem a esse uso” (IGMR, n. 344).

Os paramentos, antes de serem destinados ao uso litúrgico, convêm serem abençoados, dentro ou fora da Missa, utilizando-se de oração própria, conforme consta no Ritual de Bênçãos.

Ao longo dos próximos dias, como já antes feito com os Objetos Litúrgicos e os Livros Litúrgicos, este blog trará breves postagens sobre cada um dos paramentos litúrgicos:
  1. Amito
  2. Alva ou Túnica
  3. Cíngulo
  4. Manípulo
  5. Estola
  6. Dalmática
  7. Casula
  8. Pluvial
  9. Umeral
  10. Gremial e Manícoto

FONTES:

Introdução Geral do Missal Romano (3ª edição típica). Capítulo VI: Requisitos para a celebração da Missa. Parte IV: As vestes sagradas. n. 335-344.

RIGHETTI, M. Historia de la Liturgia. Introduccion General, Parte III: Liturgia Romana. Capitulo VII: Las vestiduras litúrgicas. Madrid: Pontificia Universidad de Salamanca, 1955. vol. I. n. 350-351.

Ritual de Bênçãos. Capítulo XXXII: Bênção de objetos utilizados nas celebrações litúrgicas. n. 1068- 1084.

Festa de São João Maria Vianney na Forma Extraordinária

No último dia 08 de Agosto, Sua Excelência Reverendíssima Dom Fernando Arêas Rifan celebrou a Santa Missa Pontifical na Forma Extraordinária por ocasião da festa do padroeiro da Administração Apostólica São João Maria Vianney.

Seguem algumas fotos, publicadas no site da Administração Apostólica:

Imagem de São João Maria Vianney
Glória
Procissão para o Evangelho

"Sequentia Sancti Evangelii..."

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fotos da Abertura do Sínodo da Igreja Greco-Católica Ucraniana

No último dia 11 de Agosto, Sua Beatitude Dom Sviatoslav Shevchuk, Arcebispo-Maior de Kiev-Halic, presidiu a Divina Liturgia de abertura do Sínodo da Igreja Greco-Católica Ucraniana na Catedral da Ressurreição de Cristo em Kiev.

O Sínodo celebra os 1025 anos do Batismo da Ucrânia e tem como tema o papel da Igreja Ucraniana na Nova Evangelização.

Seguem algumas fotos:

Procissão de entrada

Litania da Paz

Incensação

Fotos da Missa de Envio da JMJ

No último dia 28 de Julho, Sua Santidade o Papa Francisco presidiu na Praia de Copacabana, a Santa Missa de Envio da XXVIII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.

Assistiram ao Santo Padre como cerimoniários os Monsenhores Guido Marini e Konrad Krajewski. Estiveram presentes cardeais, bispos e sacerdotes que participaram da JMJ. Os fieis presentes chegaram ao número de 3,7 milhões, dentre os quais incluía-se o autor deste blog.

No final da Santa Missa, antes da oração do Angelus, o Santo Padre anunciou que a próxima JMJ, em 2016, será na cidade de Cracóvia, na Polônia.

Seguem algumas fotos, divulgadas pela JMJ ou publicadas no Facebook:

Chegada do Santo Padre


Procissão de entrada

Homilia do Papa na Missa de Envio da JMJ

VISITA APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO AO BRASIL
XXVIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

SANTA MISSA DE ENVIO
HOMILIA DO SANTO PADRE
Copacabana, Rio de Janeiro
Domingo, 28 de Julho de 2013

Amados irmãos e irmãs,
Queridos jovens!
«Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Com estas palavras, Jesus se dirige a cada um de vocês, dizendo: «Foi bom participar nesta Jornada Mundial da Juventude, vivenciar a fé junto com jovens vindos dos quatro cantos da terra, mas agora você deve ir e transmitir esta experiência aos demais». Jesus lhe chama a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir.
1. Ide. Durante estes dias, aqui no Rio, vocês puderam fazer a bela experiência de encontrar Jesus e de encontrá-lo juntos, sentindo a alegria da fé. Mas a experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história (cf. Rm 10,9).
Mas, atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, vão; mas disse: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem, sim; mas não nasce da vontade de domínio, da vontade de poder. Nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e não nos deu somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, Ele deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como pessoas livres, como amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor.
Para onde Jesus nos manda? Não há fronteiras, não há limites: envia-nos para todas as pessoas. O Evangelho é para todos, e não apenas para alguns. Não é apenas para aqueles que parecem a nós mais próximos, mais abertos, mais acolhedores. É para todas as pessoas. Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor.
De forma especial, queria que este mandato de Cristo -“Ide” - ressoasse em vocês, jovens da Igreja na América Latina, comprometidos com a Missão Continental promovida pelos Bispos. O Brasil, a América Latina, o mundo precisa de Cristo! Paulo exclama: «Ai de mim se eu não pregar o evangelho!» (1Co 9,16). Este Continente recebeu o anúncio do Evangelho, que marcou o seu caminho e produziu muito fruto. Agora este anúncio é confiado também a vocês, para que ressoe com uma força renovada. A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o Bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido por vocês!
2. Sem medo. Alguém poderia pensar: «Eu não tenho nenhuma preparação especial, como é que posso ir e anunciar o Evangelho»? Querido amigo, esse seu temor não é muito diferente do sentimento que teve Jeremias – acabamos de ouvi-lo na leitura – quando foi chamado por Deus para ser profeta: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Deus responde a vocês com as mesmas palavras dirigidas a Jeremias: «Não tenhas medo... pois estou contigo para defender-te» (Jr 1,8). Deus está conosco!
«Não tenham medo!» Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: «Eu estou com vocês todos os dias» (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus nunca deixa ninguém sozinho! Sempre nos acompanha.
Além disso, Jesus não disse: «Vai», mas «Ide»: somos enviados em grupo. Queridos jovens, sintam a companhia de toda a Igreja e também a comunhão dos Santos nesta missão. Quando enfrentamos juntos os desafios, então somos fortes, descobrimos recursos que não sabíamos que tínhamos. Jesus não chamou os Apóstolos para que vivessem isolados; chamou-lhes para que formassem um grupo, uma comunidade. Queria dar uma palavra também a vocês, queridos sacerdotes, que concelebram comigo esta Eucaristia: vocês vieram acompanhando os seus jovens, e é uma coisa bela partilhar esta experiência de fé! Certamente isso lhes rejuvenesceu a todos. O jovem contagia-nos com a sua juventude. Mas esta é apenas uma etapa do caminho. Por favor, continuem acompanhando os jovens com generosidade e alegria, ajudem-lhes a se comprometer ativamente na Igreja; que eles nunca se sintam sozinhos! E aqui desejo agradecer cordialmente aos grupos de pastoral juvenil, aos movimentos e novas comunidades que acompanham os jovens na sua experiência de serem Igreja, tão criativos e tão audazes. Sigam em frente e não tenham medo!
3. A última palavra: para servir. No início do salmo proclamado, escutamos estas palavras: «Cantai ao Senhor Deus um canto novo» (Sl 95, 1). Qual é este canto novo? Não são palavras, nem uma melodia, mas é o canto da nossa vida, é deixar que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus, é ter os seus sentimentos, os seus pensamentos, as suas ações. E a vida de Jesus é uma vida para os demais, a vida de Jesus é uma vida para os demais. É uma vida de serviço.
São Paulo, na leitura que ouvimos há pouco, dizia: «Eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível» (1 Cor 9, 19). Para anunciar Jesus, Paulo fez-se «escravo de todos». Evangelizar significa testemunhar pessoalmente o amor de Deus, significa superar os nossos egoísmos, significa servir, inclinando-nos para lavar os pés dos nossos irmãos, tal como fez Jesus.
Três palavras: Ide, sem medo, para servir. Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe mais alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho. Na primeira leitura, quando Deus envia o profeta Jeremias, lhe dá o poder de «extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar» (Jr 1,10). E assim é também para vocês. Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo. Queridos jovens, Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, lhes acompanhe sempre com a sua ternura: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Amém.


Fonte: Santa Sé

domingo, 11 de agosto de 2013

Fotos do Aniversário de Dom Pedro Fedalto

No dia de hoje, 11 de Agosto, Memória de Santa Clara, o Exmo. Revmo. Dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, Arcebispo Emérito de Curitiba, celebra seu aniversário natalício (87 anos).

A fim de prestar justa homenagem a Dom Pedro, publicamos as fotos da Santa Missa em seu aniversário de 83 anos no ano de 2009, quando o autor deste blog era Mestre de Cerimônias do Seminário Menor São José da Arquidiocese de Curitiba, onde Dom Pedro reside.

Procissão de entrada
Deposição da mitra
Incensação do altar
Incensação da imagem de São José
Entrega de uma vela ao Bispo como sinal de acolhida