quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Discurso do Papa na Festa de Acolhida

VISITA APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO AO BRASIL
XXVIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

FESTA DE ACOLHIDA DOS JOVENS
Praia de Copacabana - Rio de Janeiro
Quinta-feira, 25 de julho de 2013

SAUDAÇÃO DO SANTO PADRE

Queridos jovens, boa tarde!
Primeiramente quero lhes agradecer pelo testemunho de fé que vocês estão dando ao mundo. Sempre ouvi dizer que os cariocas não gostam do frio e da chuva, mas vocês estão mostrando que a fé de vocês é mais forte que o frio e a chuva. Parabéns. Vocês são verdadeiros heróis! Vejo em vocês a beleza do rosto jovem de Cristo e meu coração se enche de alegria! Lembro-me da primeira Jornada Mundial da Juventude a nível internacional. Foi celebrada em 1987 na Argentina, na minha cidade de Buenos Aires. Guardo vivas na memória estas palavras do Bem-aventurado João Paulo II aos jovens: «Tenho muita esperança em vocês! Espero, sobretudo, que renovem a fidelidade de vocês a Jesus Cristo e à sua cruz redentora» (Discurso aos jovens (11 de abril de 1987): Insegnamenti, X/1 (1987), 1261).
Antes de continuar, queria lembrar o trágico acidente na Guiana francesa, no qual a jovem Sophie Morinière perdeu a vida, e que deixou outros jovens feridos. Convido-lhes a fazer um minuto de silêncio e dirigir ao Senhor a nossa oração por Sophie, pelos feridos e pelos familiares.
Este ano, a Jornada volta, pela segunda vez, à América Latina. E vocês, jovens, responderam numerosos ao convite do Papa Bento XVI, que lhes convocou para celebrá-la. Agradecemos-lhe de todo coração! A ele agradecemos de todo coração. E a ele, que nos convocou hoje aqui, enviamos um cumprimento e um forte aplauso. Vocês sabem que, antes de vir ao Brasil, estive conversando cm ele. E lhe pedi que me acompanhasse na viagem, com a oração. E me disse: “Acompanho-vos com a oração, e estarei junto ao televisor”. Assim, agora está nos vendo.
O meu olhar se estende por esta grande multidão: vocês são muitíssimos! Vocês vêm de todos os continentes! Normalmente vocês estão distantes não somente do ponto de vista geográfico, mas também do ponto de vista existencial, cultural, social, humano. Mas hoje vocês estão aqui, ou melhor, hoje estamos aqui, juntos, unidos para partilhar a fé e a alegria do encontro com Cristo, de ser seus discípulos. Nesta semana, o Rio se torna o centro da Igreja, o seu coração vivo e jovem, pois vocês responderam com generosidade e coragem ao convite que Jesus lhes fez de permanecerem com Ele, de serem seus amigos.
O “trem” desta Jornada Mundial da Juventude, veio de longe e atravessou toda a Nação brasileira seguindo as etapas do projeto «Bote Fé». Hoje chegou ao Rio de Janeiro. Do Corcovado, o Cristo Redentor nos abraça e abençoa. Olhando para este mar, para a praia e todos vocês, me vem ao pensamento o momento em que Jesus chamou os primeiros discípulos a segui-lo nas margens do lago de Tiberíades. Hoje Jesus ainda pergunta: Você quer ser meu discípulo? Você quer ser meu amigo? Você quer ser testemunha do meu Evangelho? No coração do Ano da Fé, estas perguntas nos convidam a renovar o nosso compromisso de cristãos. Suas famílias e comunidades locais transmitiram a vocês o grande dom da fé; Cristo cresceu em vocês. Hoje, vim para lhes confirmar nesta fé, a fé no Cristo Vivo que mora dentro de vocês; mas vim também para ser confirmado pelo entusiasmo da fé de vocês! Vocês sabem que na vida de um bispo há tantos problemas que pedem para ser solucionados. E com esses problemas e dificuldades, a fé do bispo pode entristecer-se. Que feio é um bispo triste. Que feio é. Para que a minha fé não seja triste, vim aqui para contagiar-me com o entusiasmo de vocês.
Saúdo a todos com muito carinho. A vocês aqui presentes, congregados dos cinco continentes e, por meio de vocês, a todos os jovens do mundo, particularmente aqueles que não puderam vir ao Rio de Janeiro, mas estão em ligação conosco através do rádio, televisão e internet, digo: Bem-vindos a esta grande festa da fé! Em várias partes do mundo, neste mesmo instante, muitos jovens estão reunidos para viver junto conosco este momento: sintamo-nos unidos uns com os outros, na alegria, na amizade, na fé. E tenham a certeza: o meu coração de Pastor abraça a todos com afeto universal. O Cristo Redentor, do alto da montanha do Corcovado, os acolhe e os abraça nesta belíssima cidade do Rio de Janeiro!
Quero saudar o Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, estimado Cardeal Stanislaw Ryłko, e todos aqueles que com ele trabalham. Agradeço a Dom Orani João Tempesta, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, pela cordialidade com que me recebeu, além disso, quero dizer aqui que os cariocas sabem receber bem, sabem dar uma grande acolhida, e agradecer-lhe pelo grande trabalho realizado para preparar esta Jornada Mundial da Juventude, junto com seus bispos auxiliares e as diversas dioceses desse imenso Brasil. Agradeço também a todas autoridades nacionais, estaduais e locais, e a quantos contribuíram para concretizar esse momento único de celebração da unidade, da fé e da fraternidade. Obrigado aos Irmãos no Episcopado, aos sacerdotes, seminaristas, pessoas consagradas e fieis que acompanham os jovens de diferentes partes do nosso planeta, na sua peregrinação rumo a Jesus. A todos e a cada um meu abraço afetuoso no Senhor.
Irmãos e amigos, bem-vindos à vigésima oitava Jornada Mundial da Juventude, nesta cidade maravilhosa do Rio de Janeiro!

HOMILIA DO SANTO PADRE

Jovens amigos,
«É bom estarmos aqui!»: exclamou Pedro, depois de ter visto o Senhor Jesus transfigurado, revestido de glória. Queremos também nós repetir estas palavras? Penso que sim, porque para todos nós, hoje, é bom estar aqui juntos unidos em torno de Jesus! É Ele que nos acolhe e se faz presente em meio a nós, aqui no Rio. Mas, no Evangelho, escutamos também as palavras de Deus Pai: «Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-O!» (Lc 9, 35). Então, se por um lado é Jesus quem nos acolhe, por outro também nós devemos acolhê-lo, ficar à escuta da sua palavra, pois é justamente acolhendo a Jesus Cristo, Palavra encarnada, que o Espírito Santo nos transforma, ilumina o caminho do futuro e faz crescer em nós as asas da esperança para caminharmos com alegria (cf. Carta enc. Lumen fidei, 7).
Mas o que podemos fazer? “Bote fé”. A cruz da Jornada Mundial da Juventude peregrinou através do Brasil inteiro com este apelo. “Bote fé”: o que significa? Quando se prepara um bom prato e vê que falta o sal, você então “bota” o sal; falta o azeite, então “bota” o azeite… “Botar”, ou seja, colocar, derramar.
É assim também na nossa vida, queridos jovens: se queremos que ela tenha realmente sentido e plenitude, como vocês mesmos desejam e merecem, digo a cada um e a cada uma de vocês: “bote fé” e a vida terá um sabor novo, terá uma bússola que indica a direção; “bote esperança” e todos os seus dias serão iluminados e o seu horizonte já não será escuro, mas luminoso; “bote amor” e a sua existência será como uma casa construída sobre a rocha, o seu caminho será alegre, porque encontrará muitos amigos que caminham com você. “Bote fé”, “bote esperança”, “bote amor!
Mas quem pode nos dar tudo isso? No Evangelho, escutamos a resposta: Cristo. “Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-O”! Jesus é Aquele que nos traz a Deus e que nos leva a Deus; com Ele toda a nossa vida se transforma, se renova e nós podemos olhar a realidade com novos olhos, «a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos» (Carta enc. Lumen fidei, 18). Por isso, hoje, lhes digo com força: “Bote Cristo” na sua vida, e você encontrará um amigo em quem sempre confiar; “bote Cristo”, e você verá crescer as asas da esperança para percorrer com alegria o caminho do futuro; “bote Cristo” e a sua vida ficará cheia do seu amor, será uma vida fecunda.
 Hoje, queria que nos perguntássemos com sinceridade: em quem depositamos a nossa confiança? Em nós mesmos, nas coisas, ou em Jesus? Sentimo-nos tentados a colocar a nós mesmos no centro, a crer que somos somente nós que construímos a nossa vida, ou que ela se encha de felicidade com o possuir, com o dinheiro, com o poder. Mas não é assim! É verdade, o ter, o dinheiro, o poder podem gerar um momentode embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas, no fim de contas, são eles que nos possuem e nos levam a querer ter sempre mais, a nunca estar saciados. “Bote Cristo” na sua vida, deposite n’Ele a sua confiança e você nunca se decepcionará! Vejam, queridos amigos, a fé realiza na nossa vida uma revolução que podíamos chamar copernicana, porque nos tira do centro e o restitui a Deus; a fé nos imerge no seu amor que nos dá segurança, força, esperança. Aparentemente não muda nada, mas, no mais íntimo de nós mesmos, tudo muda. No nosso coração, habita a paz, a mansidão, a ternura, a coragem, a serenidade e a alegria, que são os frutos do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22) e a nossa existência se transforma, o nosso modo de pensar e agir se renova, torna-se o modo de pensar e de agir de Jesus, de Deus. No Ano da Fé, esta Jornada Mundial da Juventude é justamente um dom que nos é oferecido para ficarmos ainda mais perto de Jesus, para ser seus discípulos e seus missionários, para deixar que Ele renove a nossa vida.
Querido jovem: “bote Cristo” na sua vida. Nestes dias, Ele lhe espera na Palavra; escute-O com atenção e o seu coração será inflamado pela sua presença; “Bote Cristo”: Ele lhe acolhe no Sacramento do perdão, para curar, com a sua misericórdia, as feridas do pecado. Não tenham medo de pedir perdão a Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar, como um pai que nos ama. Deus é pura misericórdia! “Bote Cristo: Ele lhe espera no encontro com a sua Carne na Eucaristia, Sacramento da sua presença, do seu sacrifício de amor, e na humanidade de tantos jovens que vão lhe enriquecer com a sua amizade, lhe encorajar com o seu testemunho de fé, lhe ensinar a linguagem da caridade, da bondade, do serviço. Você também, querido jovem, pode ser uma testemunha jubilosa do seu amor, uma testemunha corajosa do seu Evangelho para levar a este nosso mundo um pouco de luz.
“É bom estarmos aqui”, botando Cristo na nossa vida, botando a fé, a esperança, o amor que Ele nos dá. Queridos amigos, nesta celebração acolhemos a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Com Maria, queremos ser discípulos e missionários. Como Ela, queremos dizer «sim» a Deus. Peçamos ao seu coração de mãe que interceda por nós, para que os nossos corações estejam disponíveis para amar a Jesus e fazê-lo amar. Ele está esperando por nós e conta conosco! Amém.


Fonte: Santa Sé

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Fotos da Missa do Papa em Aparecida

No último dia 24 de julho, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa votiva de Nossa Senhora da Conceição Aparecida no Santuário Nacional de Aparecida, durante sua Viagem Apostólica ao Brasil para a XXVIII Jornada Mundial da Juventude.

Assistiram ao Santo Padre como cerimoniários os Monsenhores Guido Marini e Konrad Krajewski. O livreto da celebração pode ser visto aqui (pp. 21-57).

Chegada ao Santuário
Veneração da imagem de N. Sra. Aparecida

Procissão de entrada
Saudação do Cardeal Damasceno

Homilia do Papa na Missa em Aparecida

Viagem Apostólica do Papa Francisco ao Brasil
XXVIII Jornada Mundial da Juventude

Santa Missa na Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida
Homilia do Santo Padre
Quarta-feira, 24 de julho de 2013

Eminentíssimo Senhor Cardeal,
Venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs!
Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério. Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano.
Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja. E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.
Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar à atenção para três simples posturas, três simples posturas: Conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.
1. Conservar a esperança. A segunda leitura da Missa apresenta uma cena dramática: uma mulher – figura de Maria e da Igreja – sendo perseguida por um Dragão – o diabo - que quer lhe devorar o filho. A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo (cf. Ap 12,13a.15-16a). Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos. Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade. Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo. Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.
2. A segunda postura: Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.
3. A terceira postura: Viver na alegria. Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria. O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma Mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos, por nós, como a rainha Ester na primeira leitura (cf. Est 5,3). Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados. O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI, aqui neste Santuário: «O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida [13 de maio de 2007]Insegnamenti III/1 [2007], 861).
Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Sim, Mãe, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja.


 Fonte: Santa Sé

Fotos da Missa de Abertura da Jornada Mundial da Juventude

No último dia 23 de julho, na praia de Copacabana, o Exmo. Revmo. Dom Orani Tempesta, Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) celebrou a Santa Missa de Abertura da XXVIII Jornada Mundial da Juventude.

Concelebraram a Santa Missa diversos cardeais, bispos e presbíteros presentes. Apesar da chuva, o número dos fieis foi de aproximadamente 600 mil.

Seguem algumas fotos, publicadas pela JMJ e no Facebook:

Entrada dos símbolos da JMJ


Procissão de entrada

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Nota de falecimento: Dom Jaime Luiz Coelho

É com profundo pesar que noticiamos o falecimento, na manhã do dia 05 de agosto de 2013, de Dom Jaime Luiz Coelho (97), Arcebispo Emérito de Maringá (PR).


Nascido em Franca (SP) em 1916, foi ordenado presbítero em 1941, na diocese de Ribeirão Preto, onde atuou em diversos serviços, como secretário-geral do bispado e chanceler da Cúria, além de diversas assessorias e da pastoral paroquial.
No ano de 1957, foi nomeado pelo Papa Pio XII como o primeiro Bispo de Maringá. Em 1979, quando o Papa João Paulo II criou a Província Eclesiástica de Maringá, Dom Jaime foi nomeado Arcebispo Metropolitano. Em seus 40 anos como pastor nesta Igreja Particular, destacou-se como idealizador e responsável pela construção da  Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória. Também fundou a atual Universidade Estadual de Maringá; implementou diversas obras sociais, como a Santa Casa de Misericórdia da cidade; colaborou com a criação de diversos veículos de comunicação, uma vez que era também jornalista profissional e escritor.
Na CNBB, colaborou na consolidação do Regional Sul II, do qual foi o seu primeiro secretário (1964-1965). Participou das quatro sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965) e representou o episcopado brasileiro na 3ª Conferência do CELAM, em Puebla (1979).
O autor deste blog com D. Jaime em 2009
Oração:
Ó Deus, que chamastes ao ministério episcopal o vosso servo Bispo Jaime, colocando-o entre os sucessores dos Apóstolos, concedei-lhe também associar-se a eles no convívio eterno. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
(Coleta da Missa por um Bispo falecido)

Fonte da biografia: CNBB

domingo, 4 de agosto de 2013

Fotos do XVI Domingo Comum em Butiatuvinha

No último dia 21 de Julho, o Revmo. Padre Elmo Heck presidiu a Santa Missa do XVI Domingo do Tempo Comum na Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Butiatuvinha.

Após a celebração, houve uma procissão motorizada em honra a São Cristóvão e a bênção dos veículos.

Procissão de entrada
Incensação do altar

Incensação da imagem de São Cristóvão
Incensação da imagem da Virgem Maria

sábado, 3 de agosto de 2013

Monsenhor Konrad Krajewski é nomeado Elemosineiro de Sua Santidade

O Santo Padre Francisco nomeou hoje, 03 de agosto, o Revmo. Monsenhor Konrad Krajewski, que até então era um dos Cerimoniários Pontifícios, como Elemosineiro de Sua Santidade e Arcebispo Titular de Benevento.

A função do Elemosineiro, cujo nome significa "aquele que dá esmolas", é oferecer auxílio material aos necessitados e conceder a Bênção Apostólica em nome do Santo Padre aos que solicitarem.


Monsenhor Konrad Krajewski nasceu em Łódź (Polônia) em 25 de novembro de 1963. Foi ordenado sacerdote em 11 de junho de 1988. Dois anos depois, é enviado a Roma para estudar no Pontifício Instituto Litúrgico Santo Anselmo. Após sua graduação em 1995, retornou à sua diocese, onde foi cerimoniário episcopal e professor de Liturgia no Seminário Diocesano.

Em 1998 retorna a Roma para trabalhar no Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Em 12 de Maio do ano seguinte é nomeado Cerimoniário Pontifício. Exerceu este ofício durante os pontificados de João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

A última celebração em que Monsenhor Krajewski atuou como Cerimoniário Pontifício foi a Missa de Encerramento da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, no último dia 28 de julho.

Monsenhor Konrad Krajewski à direita do Santo Padre
Fonte: Santa Sé

(Para ver as fotos da Ordenação Episcopal, clique aqui)