sábado, 22 de junho de 2013

Solenidade de Santo Antônio em Frederico Westphalen

No último dia 13 de Junho, Dom Antônio Carlos Rossi Keller presidiu a Celebração Eucarística e Procissão na Solenidade de Santo Antônio, Titular da Catedral de Frederico Westphalen (RS).

Seguem algumas fotos, do perfil de D. Keller:

Imagem de Santo Antônio
Procissão de entrada
Incensação do altar

Incensação da imagem de Santo Antônio

Catequese do Papa: Igreja, Povo de Deus

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

Caros irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje gostaria de meditar brevemente sobre outra expressão com a qual o Concílio Vaticano II definiu a Igreja: «Povo de Deus» (cf. Constituição dogmática Lumen gentium, 9; Catecismo da Igreja Católica, n. 782). E faço-o mediante algumas perguntas, acerca das quais cada um poderá reflectir.
O que quer dizer ser «Povo de Deus»? Antes de tudo, significa que Deus não pertence de modo próprio a qualquer povo, pois é Ele que nos chama, que nos convoca, que nos convida a fazer parte do seu povo, e este convite é dirigido a todos, sem distinção, porque a misericórdia de Deus «deseja que todos os homens se salvem» (1 Tm 2, 4). Jesus não diz aos Apóstolos e a nós que formemos um grupo exclusivo, um grupo de elite. Jesus diz: ide e ensinai todas as nações (cf. Mt 28, 19). São Paulo afirma que no povo de Deus, na Igreja, «Já não há judeu nem grego... pois todos vós sois um só em Cristo Jesus» (Gl 3, 28). Gostaria de dizer inclusive àqueles que se sentem distantes de Deus e da Igreja, a quem é medroso ou indiferente, a quantos pensam que já não podem mudar: o Senhor chama-te, também a ti, a fazer parte do seu povo, e fá-lo com grande respeito e amor! Ele convida-nos a fazer parte deste povo, do povo de Deus.
Como nos tornamos membros deste povo? Não é através do nascimento físico, mas mediante um novo nascimento. No Evangelho, Jesus diz a Nicodemos que é preciso nascer do alto, da água e do Espírito para entrar no Reino de Deus (cf. Jo 3, 3-5). É através do Baptismo que nós somos introduzidos neste povo, mediante a fé em Cristo, dom de Deus que deve ser alimentado e desenvolver-se em toda a nossa vida. Perguntemo-nos: como faço crescer a fé que recebi no meu Baptismo? Como faço crescer esta fé que recebi e que o povo de Deus possui?
Outra pergunta. Qual é a lei do Povo de Deus? É a lei do amor, amor a Deus e amor ao próximo, segundo o mandamento novo que o Senhor nos deixou (cf. Jo 13, 34). Mas trata-se de um amor que não é sentimentalismo estéril, nem algo de vago, mas sim o reconhecimento de Deus como único Senhor da vida e, ao mesmo tempo, o acolhimento do outro como verdadeiro irmão, superando divisões, rivalidades, incompreensões e egoísmos; são dois elementos que caminham juntos. Quanto caminho ainda temos que percorrer, para viver concretamente esta nova lei, a do Espírito Santo que age em nós, a da caridade, do amor! Lemos nos jornais ou vemos na televisão que há muitas guerras entre cristãos; como pode acontecer isto? Quantas guerras no seio do povo de Deus! Nos bairros, nos lugares de trabalho, quantas guerras por inveja, ciúmes! Até na mesma família, quantas guerras internas! Devemos pedir ao Senhor que nos faça compreender bem esta lei do amor. Como é bom amar-nos uns aos outros, como verdadeiros irmãos. Como é bom! Hoje façamos algo. Talvez todos nós tenhamos simpatias e antipatias; talvez muitos de nós tenhamos um pouco de raiva a alguém; então, digamos ao Senhor: Senhor, estou enraivecido com ele ou com ela; rezo a Ti por ele e por ela. Orar por aqueles com os quais estamos irados é um bom passo em frente nesta lei do amor. Façamo-lo? Façamo-lo, hoje mesmo!
Que missão tem este povo? A missão de levar ao mundo a esperança e a salvação de Deus: ser sinal do amor de Deus que chama todos à amizade com Ele; ser fermento que faz levedar toda a massa, sal que dá sabor e que preserva da corrupção, ser luz que ilumina. Ao nosso redor, é suficiente ler um jornal - como eu disse - para ver que a presença do mal existe, que o Diabo age. Mas gostaria de dizer em voz alta: Deus é mais forte! Vós acreditais nisto, que Deus é mais forte? Então digamo-lo juntos, digamo-lo todos juntos: Deus é mais forte! E sabeis por que motivo é mais forte? Porque Ele é o Senhor, o único Senhor! E gostaria de acrescentar também que a realidade às vezes obscura, marcada pelo mal, pode mudar, se formos os primeiros a transmitir a luz do Evangelho, principalmente através da nossa própria vida. Se num estádio, pensemos aqui em Roma no Olímpico, o naquele de São Lourenço em Buenos Aires, numa noite escura, uma pessoa acende uma luz, mal se entrevê; mas se os mais de setenta mil espectadores acendem a própria luz, o estádio ilumina-se. Façamos com que a nossa vida seja uma luz de Cristo; juntos, levaremos a luz do Evangelho a toda a realidade.
Qual é a finalidade deste povo? A finalidade é o Reino de Deus, encetado na terra pelo próprio Deus e que deve ser ampliado até ao seu cumprimento, quando voltar Cristo, nossa vida (cf.  Lumen gentium, 9). Então, a finalidade é a comunhão plena com o Senhor, a familiaridade com o Senhor, entrar na sua própria vida divina, onde viveremos a alegria do seu amor incomensurável, uma alegria plena.
Estimados irmãos e irmãs, ser Igreja, ser Povo de Deus, segundo o grande desígnio de amor do Pai, quer dizer ser o fermento de Deus nesta nossa humanidade, significa anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo, que muitas vezes se sente perdido, necessitado de respostas que animem, que infundam esperança e que dêem um vigor renovado ao caminho. A Igreja seja lugar da misericórdia e da esperança de Deus, onde cada qual possa sentir-se acolhido, amado, perdoado e encorajado a viver em conformidade com a vida boa do Evangelho. E para fazer com que o outro se sinta acolhido, amado, perdoado e encorajado, a Igreja deve manter as suas portas abertas, a fim de que todos possam entrar. E nós temos que sair através de tais portas e anunciar o Evangelho.


Fonte: Santa Sé

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Visita de Mons. Guido Marini ao Brasil

Na primeira semana deste mês de junho, esteve no Brasil o Revmo. Mons. Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, para preparar os atos litúrgicos presididos pelo Santo Padre na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.

Com Mons. Marini vieram também dois dos cerimoniários pontifícios, os Monsenhores Konrad Krajewski e Vincenzo Peroni. A comitiva, recebida pelos organizadores da JMJ, visitou os locais em que haverá celebrações presididas pelo Santo Padre, tanto no Rio de Janeiro quanto em Aparecida.

Seguem algumas fotos, publicadas pela página Mons. Guido Marini:

Mons. Guido Marini
Oração inicial
Reunião (Rio de Janeiro) 

Missa (Seminário do Rio de Janeiro)

Decreto sobre a menção de São José na Oração Eucarística

Foi publicado hoje um Decreto da Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos que regulamenta a menção de São José nas Orações Eucarísticas II, III e IV para a 3ª Edição Típica do Missal Romano.

Cumpre notar que ainda que o Brasil utilize ainda a tradução da 2ª Edição Típica do Missal Romano (1975), esta norma entra em vigor imediatamente.

Segue o texto na íntegra, publicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé:

SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS

DECRETO


Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.

Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestarem sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.
Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: "ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis", Na Oração Eucarística III: "cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis"; na Oração Eucarística IV: "cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis".
Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas; para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.
Nada obste em contrário.
Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.

Antonio Card. Cañizares Llovera
Prefeito
 + Arthur Roche
Arcebispo Secretário



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Carta do Cardeal Piacenza aos Seminaristas

CARTA AOS SEMINARISTAS
POR OCASIÃO DA JORNADA DE SANTIFICAÇÃO SACERDOTAL
Sacratíssimo Coração de Jesus
7 de junho de 2013

Caríssimos Seminaristas,
Com a solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, celebra-se significativamente a jornada de santificação sacerdotal e, uma vez que vocês estão no Seminário, para responder no modo menos inadequado possível à vocação, fico feliz em enviar-lhes com afeto esta carta, a fim de que vocês se sintam envolvidos e recordados nesta significativa ocasião.
Meditemos juntos sobre a realidade originária da divina vocação. O Santo Padre destacou a concretude do amor que devem praticar aqueles que são Sacerdotes de Cristo e da Igreja. Na homilia pronunciada por ocasião de sua primeira Missa Crismal (28 de março de 2013), o Papa Francisco disse: “Isto vo-lo peço: sede pastores com o ‘cheiro das ovelhas’”. Diante dessa sugestiva imagem, o Sucessor de Pedro nos convida a ter um amor forte e concreto pelo Povo de Deus, amor que – como o mesmo Pontífice observou – não se alimenta de motivações puramente humanas nem se reforça mediante técnicas de autossugestão. É o encontro pessoal com o Senhor, manter viva a consciência de ser chamado por Ele, que doa a força verdadeiramente superior, sobrenatural, para ser Sacerdotes à imagem do Bom Pastor de todos, Cristo Jesus. Mas para serem assim amanhã, vocês têm de se preparar hoje. Com palavras muito claras, o Papa Francisco recordou o primado da graça na vida sacerdotal: “Não é, concretamente, nas autoexperiências ou nas reiteradas introspecções que encontramos o Senhor: os cursos de auto-ajuda na vida podem ser úteis, mas viver a nossa vida sacerdotal passando de um curso ao outro, de método em método leva a tornar-se pelagianos, faz-nos minimizar o poder da graça” (ibidem).
Para o discípulo, caminhar com Cristo, caminhar na graça, significa sustentar com alegria espiritual o peso da cruz sacerdotal. Escutemos novamente o ensinamento do Santo Padre sobre isso: “Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos” (Homilia na Santa Missa com os Cardeais, 14 de março de 2013). Viver o nosso ministério como serviço ao Cristo da cruz, ao contrário, impede de compreender a Igreja como uma organização humana, “uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor” (ibidem).
À luz desses primeiros ensinamentos magistrais do Papa Francisco, convido-os a ler as suas vidas como um dom de Deus e, ao mesmo tempo, como um dever que é confiado a vocês não dos homens simplesmente, mas – ainda que através da necessária mediação eclesial – em última instância do próprio Senhor, que tem um plano sobre suas vidas e sobre aquela dos irmãos a que vocês serão chamados a servir.
É necessário reler toda a nossa vida como um chamado divino, além de, é claro, uma resposta generosa da pessoa humana. Trata-se de cultivar em nós mesmos a sensibilidade vocacional, que interpreta a vida como um diálogo contínuo com o Senhor Jesus, ressuscitado e vivo. Em cada época, Cristo chamou e chama alguns homens para segui-Lo mais de perto, participando com eles de Seu sacerdócio – isso implica que, em cada período da história da Igreja, o Senhor tenha tecido um diálogo vocacional com fiéis que Ele escolheu para que fossem Seus representantes no seio do Povo de Deus, além de mediadores entre o Céu e a terra, particularmente através da celebração litúrgica e sacramental. De fato, pode-se dizer que a liturgia nos abre o Céu sobre a terra.
Sob tal perspectiva, vocês são chamados com a ordenação – sem nenhum mérito – a serem mediadores entre Deus e o povo, e a tornar possível o encontro salvífico mediante a celebração dos divinos mistérios. A esse chamado, apesar dos seus limites, vocês responderam com generosidade e alegria. É necessário que mantenham sempre viva a juventude dos seus corações: “Devemos viver a fé com um coração jovem, sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo, o coração nunca envelhece” (Papa Francisco, Homilia no Domingo de Ramos, 24 de março de 2013, n. 3).
A juventude do espírito sacerdotal, firme na sua vocação, é garantida pela oração, ou seja, pelo relacionamento continuamente acompanhado pelo silêncio interior, que favorece a cada dia a escutar Deus. Essa abertura contínua do coração se desenvolve naturalmente dentro de uma estabilidade que – uma vez tomadas as decisões fundamentais da vida – é capaz, com ajuda da graça, de permanecer fiéis às tarefas solenemente assumidas, até o fim da própria existência terrena. Todavia, tal solidez necessária não implica um fechamento do coração aos apelos de Deus, pois o Senhor, enquanto nos confirma todos os dias na vocação fundamental, está sempre à porta do nosso coração e bate (cf. Ap 3,20), esperando que se abra com aquela mesma generosidade com a qual dissemos a Ele o nosso primeiro “fiat”, imitando a disponibilidade da Sempre Virgem Mãe de Deus (cf. Lc 1,38). Não podemos, portanto, nunca impor limites ao plano que Deus tem sobre nós e que nos vai comunicando, dia após dia, ao longo de toda a nossa vida.
Essa abertura vocacional representa também o caminho mais certo para viver a alegria evangélica. É, de fato, o Senhor que nos faz verdadeiramente felizes. A nossa alegria não vem das satisfações mundanas, que contentam brevemente e logo desaparecem, como notou no seu primeiro discernimento espiritual Santo Inácio de Loyola (cf. Liturgia das Horas, Ofício das Leituras de 31 de julho, II leitura). A nossa alegria é Cristo! No diálogo cotidiano com Ele, o espírito se refresca e renova-se continuamente o ímpeto e o zelo pela salvação das almas.
Essa dimensão orante da vocação sacerdotal nos recorda, ainda, outros aspectos de grande importância. Primeiramente, o fato de que as vocações são obtidas não principalmente por meio de uma estratégia pastoral, mas sobretudo rezando. É o que nos ensinou Jesus: “A messe é grande, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe”(Lc 10,2). Comentando essas palavras evangélicas, Bento XVI observava: “Não podemos simplesmente ‘produzir’ vocações, elas devem vir de Deus. Não podemos, como talvez noutras profissões, por meio de uma propaganda bem orientada, mediante, por assim dizer, estratégias adequadas, simplesmente recrutar pessoas. O chamado, partindo do coração de Deus, deve sempre encontrar o caminho até ao coração do homem” (Encontro com o Clero da Bavária, 14 de setembro de 2006). Vocês, caros Seminaristas, foram chamados pelo Senhor, mas muitas pessoas colaboraram e estão colaborando com a sua resposta, espalhadas por todo o mundo, com orações e sacrifícios. Tenham uma consciência grata e unam-se a elas, para favorecer outras respostas à vocação. Além disso, ao primado da oração se soma também, na condição de canal de tal graça divina, a ação de sã, motivada e entusiasmada pastoral vocacional por parte da Igreja. A respeito dessa colaboração eclesial à obra divina de dar pastores ao Povo de Deus e Corpo Místico de Cristo, é oportuno recordar muito brevemente alguns aspectos que devem distingui-la, isto é: a estima pelas vocações sacerdotais, o testemunho de vida dos Sacerdotes, a obra específica dos formadores no seminário.
É acima de tudo necessário que na Igreja haja uma estima pela vocação sacerdotal, considerando o fato de que a Comunidade dos discípulos de Cristo não pode subsistir sem o serviço dos sacros ministros. Daí o cuidado, a atenção e a reverência para com o sacerdócio. Em segundo lugar, as vocações são muito favorecidas, como é notável, pelo exemplo e pelo cuidado que os Sacerdotes oferecem a elas. Um Sacerdote exemplar dificilmente não suscitará nas mentes dos jovens a pergunta: não serei eu também chamado a uma vida assim bela e feliz? Exatamente desse modo os Sacerdotes são canais através dos quais Deus faz ressoar o divino chamado no coração daqueles que ele escolheu! Os Sacerdotes, depois, cuidarão das sementes de vocação que discernirão na alma dos jovens, diante da Confissão sacramental, da direção espiritual, da pregação e da animação pastoral. Creio que também disso muitos de vocês são testemunhas e beneficiários.
Gostaria de dirigir, ainda, uma palavra sobre o importante papel daqueles Sacerdotes aos quais os Bispos confiam a formação de vocês. Os formadores dos Seminários são chamados a continuar e a aprofundar o cuidado sobre as vocações sacerdotais, enquanto fornecem toda a ajuda necessária para o discernimento pessoal de cada candidato. Quanto a isso, devem ser lembrados os dois princípios que devem guiar a avaliação da vocação: a cordial acolhida e a correta severidade. Embora seja oportuno evitar qualquer preconceito ao receber os seminaristas, como também qualquer rigorismo, por outro lado é de grandíssima importância proteger-se cuidadosamente do relaxamento e da negligência no julgamento. A Igreja certamente precisa de Sacerdotes, mas não de qualquer tipo de Sacerdote! O amor que acolhe deve, portanto, ser acompanhado da verdade que julga com clareza se, para um determinado candidato, aparecem ou não os sinais da vocação e os componentes humanos necessários para uma resposta confiável a ela. A urgência pastoral da Igreja não pode induzir a uma pressa em conferir o ministério. Na dúvida, ao contrário, é melhor usar o tempo necessário e realizar as avaliações oportunas, não excluindo dispensar aqueles candidatos que não oferecem garantias suficientes.
Caríssimos Seminaristas, com essas breves indicações procurei reconduzir a nossa atenção espiritual ao dom imenso e ao mistério absolutamente gratuito da nossa especial vocação. Confiemos à intercessão de Maria Santíssima e de São José o dom da fidelidade e da perseverança no divino chamado que, por pura graça, nos foi concedido; e procuremos responder à generosidade divina, que sempre envia pastores para o seu rebanho com renovado ímpeto apostólico. Sejam perseverantes, sempre recordando que o nome do amor no tempo é “fidelidade”.
Lembro de vocês todos os dias na oração, com atenção e afeto, e de coração imploro sobre vocês a bênção divina!

Mauro Card. Piacenza
Prefeito
Congregação para o Clero

Adoração Eucarística na Diocese de Foz do Iguaçu

No último dia 02 de junho, o Revmo. Padre Antônio Francisco de Melo Viana presidiu uma Adoração Eucarística na Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus em Santa Terezinha do Itaipu (Diocese de Foz do Iguaçu), atendendo ao pedido do Santo Padre para este dia.

Destacamos o zelo litúrgico da celebração, o qual pode ser visto nas fotos do Cerimoniário Mateus Rafael da Silva:

Altar preparado com arranjo beneditino
Procissão de entrada
Genuflexão
Exposição do Santíssimo Sacramento
Incensação

Fotos da Adoração Eucarística no Vaticano

No último dia 02 de junho, Sua Santidade o Papa Francisco presidiu uma Adoração Eucarística, celebrada simultaneamente em todo o mundo, por ocasião do Ano da Fé.

Assistiram ao Santo Padre como Cerimoniários os Monsenhores Guido Marini e John Richard Cihak.

Seguem algumas fotos, publicadas pela Santa Sé e pela Rádio Vaticano:

Procissão de entrada

Entronização do Santíssimo Sacramento
Deposição do solidéu