O cibório (do
latim ciborium, caixa), também
chamado de âmbula (do latim ambulare,
transportar) ou píxide (do latim púxis,
pequena caixa) é o vaso destinado a conter as hóstias para a comunhão dos fieis
na Celebração Eucarística e para a conservação da Reserva Eucarística no
tabernáculo.
O cibório pode
possuir vários formatos, sendo o mais comum o de taça, semelhante ao cálice.
Diferencia-se deste, contudo, por possuir tampa, dada sua função de conservar
as Sagradas Espécies por um espaço maior de tempo. Esta conservação das hóstias
consagradas se dá no sentido de assegurar a comunhão dos enfermos e a adoração
eucarística fora da Missa.
Alguns cibórios,
próprios para a comunhão sob as duas espécies, possuem igualmente um cálice.
Este tipo de cibório destina-se exclusivamente para a comunhão dentro da Missa,
e não para a conservação das Sagradas Espécies no tabernáculo.
Devido a sua
função, o cibório deve ser feito de metal nobre, a fim de que se garanta a
integridade e se manifeste a dignidade das Sagradas Espécies nele contidas.
Na Celebração
Eucarística, os cibórios permanecem desde o início na credência, nunca sobre o
altar. No momento da Apresentação das Oferendas, o acólito ou os coroinhas
levam-nos ao altar, já sem a tampa, onde permanecem durante toda a Liturgia
Eucarística. Após a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou mesmo o acólito
instituído leva-os novamente à credência para serem purificado.
Ao menos nas celebrações
mais solenes, os cibórios podem ser trazidos processionalmente ao altar por alguns
fieis, imediatamente antes da Apresentação das Oferendas.
O cibório,
sobretudo quando no tabernáculo, pode ser ornado com um véu, o véu de âmbula.
Este véu, que pode ser da cor branca ou da cor do tempo litúrgico, cobre o
cibório a fim de manifestar reverência as Sagradas Espécies que ele contém.
O cibório, além
dos usos acima mencionados, é utilizado também para a exposição simples do
Santíssimo Sacramento e na transladação do Santíssimo Sacramento no final da
Missa da Ceia do Senhor (Quinta-feira Santa), quando se proíbe o uso do
ostensório.



Parabéns pelo seu trabalho. Foi muito útil. Que Deus te abençoe. Salve Maria!
ResponderExcluirBoa noite!
ResponderExcluirPara a purificação das âmbulas, após a comunhão, os MESCE da minha paróquia procedem da seguinte forma: levam as âmbulas até a credência, juntam as hóstias numa única âmbula e a levam para o sacrário. Nas âmbulas que sobraram vazias, jogam água, mexem delicadamente para que a água atinja todo o interior da âmbula, bebem a água diretamente da âmbula e secam o interior e as bordas da âmbula com o sanguíneo. Há algum problema em beber a água usada na purificação diretamente da âmbula? Se sim, qual é a forma correta, desde que não se use o cálice que já foi purificado pelo celebrante.
Na Missa a purificação deve ser feita pelo próprio sacerdote, pelo diácono ou pelo acólito instituído (Instrução Geral do Missal Romano, n. 279). Nesse caso, como as âmbulas são purificadas junto do cálice, a água é bebida do cálice.
ExcluirNão está previsto que a purificação seja feita pelos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. Entendo que em algumas Dioceses há uma permissão a respeito, mas essa deveria ser a exceção, e não a regra.
Ademais, não faz sentido que o sacerdote ou diácono purifique o cálice e os Ministros da Comunhão purifiquem as âmbulas, salvo em circunstâncias extraordinárias (como em celebrações com um grande número de fiéis, nas quais são necessárias muitas âmbulas e a purificação toma mais tempo). Ordinariamente faz-se uma purificação só, a cargo do sacerdote ou diácono.
No caso da Celebração da Palavra e da Comunhão dos Enfermos, o Ritual da Sagrada Comunhão e culto do Mistério Eucarístico fora da Missa prevê que a água usada para a purificação seja bebida (n. 22). Como aqui se usa a âmbula ou a teca, nesses casos é correto beber a água diretamente da âmbula ou da teca.